USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Mulher de 42 anos refere que, durante exame de rotina foi identificado nódulo em tireoide, conforme imagem do ultrassom a seguir: Sobre essa imagem, pode-se afirmar:
Hipoecogenicidade + Microcalcificações → ↑ Risco de Malignidade (TI-RADS 5).
Nódulos hipoecoicos com microcalcificações (pontos ecogênicos sem sombra) são altamente sugestivos de carcinoma papilífero, exigindo investigação com PAAF.
O manejo de nódulos tireoidianos baseia-se na estratificação de risco ultrassonográfico, sendo o sistema TI-RADS o mais utilizado. Nódulos hipoecoicos sólidos com microcalcificações representam o fenótipo clássico de neoplasias malignas, especialmente o carcinoma papilífero. A identificação correta desses padrões evita biópsias desnecessárias em nódulos benignos (como os espongiformes) e garante o diagnóstico precoce de cânceres agressivos.
As características de alta suspeição incluem hipoecogenicidade marcante, presença de microcalcificações (focos ecogênicos puntiformes), margens irregulares ou infiltrativas, configuração 'mais alto do que largo' (eixo anteroposterior maior que o transverso) e extensão extratireoidiana. A classificação ACR TI-RADS estratifica esses riscos para guiar a necessidade de PAAF.
Microcalcificações são pequenos focos ecogênicos, geralmente menores que 1mm, sem sombra acústica posterior. Histologicamente, costumam corresponder aos corpos psamomatosos, que são depósitos de cálcio laminados altamente associados ao carcinoma papilífero da tireoide.
Segundo o ACR TI-RADS, um nódulo com essas características pontua alto (TI-RADS 5). A PAAF é recomendada se o nódulo tiver ≥ 1 cm. Se for < 1 cm, o acompanhamento ativo pode ser considerado dependendo do contexto clínico, mas a suspeição permanece elevada.
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