SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Em relação ao esquema de conduta preconizado para o paciente com nódulo de tireoide (TSH – hormônio tireoestimulante, punção aspirativa por agulha fina – PAAF, ressonância magnética – RNM, tomografia – TC, T3 tri‑iodotironina e T4 tiroxina) acima, assinale a alternativa correta.
Avaliação nódulo tireoide: TSH + USG → PAAF se critérios de risco ou TSH normal/elevado.
A avaliação inicial de um nódulo de tireoide sempre inclui TSH e ultrassonografia. A PAAF é indicada com base nos achados ultrassonográficos e nos níveis de TSH, não sendo universal para todos os nódulos. Exames como T3/T4 e métodos de imagem avançados (RNM/TC) não são rotina na avaliação inicial.
A avaliação de nódulos de tireoide é uma prática comum na endocrinologia e clínica médica, sendo fundamental para identificar precocemente malignidades. A prevalência de nódulos tireoidianos é alta, especialmente com o uso de exames de imagem de alta resolução, mas a maioria é benigna. O desafio reside em estratificar o risco e evitar procedimentos desnecessários. O algoritmo de avaliação inicia-se com a dosagem do TSH e a ultrassonografia cervical. O TSH ajuda a diferenciar nódulos funcionantes (com TSH suprimido, que requerem cintilografia) de não funcionantes. A ultrassonografia é crucial para caracterizar o nódulo (tamanho, ecogenicidade, microcalcificações, margens, vascularização) e guiar a decisão pela PAAF, que é o método mais eficaz para distinguir lesões benignas de malignas. A conduta subsequente depende do resultado da PAAF, classificado pelo sistema Bethesda. Nódulos benignos são acompanhados, enquanto os malignos ou suspeitos requerem cirurgia. É vital que residentes compreendam a sequência correta de exames para otimizar o diagnóstico e manejo, evitando a solicitação de exames caros e desnecessários como RNM ou TC cervical na avaliação inicial, ou T3/T4 sem indicação clara.
Os primeiros passos incluem a dosagem do TSH sérico e a realização de uma ultrassonografia da tireoide para caracterizar o nódulo e determinar o risco.
A PAAF é indicada com base nos achados ultrassonográficos (tamanho, características de risco) e nos níveis de TSH. Nódulos com TSH suprimido geralmente requerem cintilografia antes da PAAF.
T3 e T4 não são exames de rotina porque o TSH é o marcador mais sensível da função tireoidiana. T3 e T4 são solicitados apenas se o TSH estiver alterado, para investigar hiper ou hipotireoidismo.
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