UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Mulher de 50 anos realizou ultrassonografia de tireoide que identificou nódulo isoecoico, parcialmente cístico, sem microcalcificações, medindo 12mm em seu maior diâmetro, localizado no lobo esquerdo da tireoide. Não foram identificadas outras alterações no exame. Nesse caso, a conduta mais adequada é:
Nódulo tireoide <1cm, isoecoico, cístico, sem calcificações → baixo risco, acompanhamento clínico.
Um nódulo de tireoide com características ultrassonográficas benignas (isoecoico, parcialmente cístico, sem microcalcificações) e tamanho < 15mm (ou < 10mm em alguns guidelines) geralmente indica baixo risco de malignidade, sendo a conduta mais adequada o acompanhamento clínico regular, sem necessidade imediata de PAAF ou cirurgia.
Nódulos de tireoide são achados comuns, especialmente com o uso disseminado da ultrassonografia. A grande maioria desses nódulos é benigna, e o principal desafio clínico é identificar aqueles com potencial de malignidade para uma investigação mais aprofundada. A avaliação inicial de um nódulo tireoidiano começa com a história clínica, exame físico e dosagem de TSH, mas a ultrassonografia de tireoide é o exame de imagem mais importante. A fisiopatologia dos nódulos tireoidianos benignos geralmente envolve hiperplasia folicular, cistos ou adenomas. A ultrassonografia é crucial para caracterizar o nódulo, avaliando seu tamanho, ecogenicidade (isoecoico, hipoecoico, hiperecoico), composição (sólido, cístico, misto), presença de microcalcificações, margens e vascularização. Nódulos com características de baixo risco, como o descrito na questão (isoecoico, parcialmente cístico, sem microcalcificações e tamanho < 15mm), têm uma probabilidade muito baixa de malignidade. A conduta para nódulos de tireoide é guiada pelas características ultrassonográficas e pelo risco de malignidade. Nódulos com características de baixo risco e tamanho inferior a 1,5-2,0 cm geralmente não necessitam de Punção Aspirativa com Agulha Fina (PAAF) e podem ser acompanhados clinicamente com ultrassonografias periódicas. A PAAF é reservada para nódulos com características suspeitas ou de maior tamanho, enquanto a cintilografia tem um papel mais limitado, principalmente para nódulos com TSH suprimido.
Um nódulo de tireoide é considerado de baixo risco quando apresenta características ultrassonográficas favoráveis, como ser isoecoico ou hiperecoico, predominantemente cístico, sem microcalcificações, com margens regulares e sem evidência de invasão ou linfonodos suspeitos.
O tamanho mínimo para indicação de PAAF varia conforme as características ultrassonográficas e o risco do nódulo. Para nódulos de muito baixo risco, a PAAF geralmente não é indicada. Para nódulos de baixo risco, a PAAF é considerada para tamanhos > 15-20 mm. Nódulos com características suspeitas podem ser puncionados a partir de 10 mm ou até menores.
A cintilografia de tireoide é útil para avaliar a funcionalidade do nódulo ('quente' ou 'frio'), mas não é o exame inicial para avaliar o risco de malignidade. A ultrassonografia é o método de escolha para caracterizar morfologicamente o nódulo e guiar a decisão de PAAF. Nódulos 'quentes' são quase sempre benignos, mas a maioria dos nódulos é 'fria', e a maioria dos nódulos 'frios' é benigna.
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