UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Paciente do sexo feminino, 49 anos, assintomática, realizou exames de ultrassonografia (US) de tireoide que evidenciou um nódulo solitário de cerca de 1,6 cm, e procura o posto de saúde para conduta quanto ao achado imagiológico. Sobre este caso, assinale a alternativa mais adequada.
TSH baixo em nódulo tireoidiano → Realizar cintilografia antes de considerar PAAF.
Se o TSH está suprimido na presença de um nódulo, o primeiro passo é a cintilografia para avaliar se o nódulo é 'quente' (hiperfuncionante), o que reduz drasticamente o risco de malignidade e pode dispensar a PAAF.
A avaliação inicial de um nódulo de tireoide detectado por palpação ou imagem deve sempre incluir a dosagem de TSH. Se o TSH estiver normal ou elevado, a conduta segue para critérios ultrassonográficos (como o sistema TI-RADS) para decidir sobre a PAAF. Contudo, se o TSH estiver baixo, a cintilografia com Tecnécio-99m ou Iodo-131 é mandatória. Nódulos 'frios' ou 'mornos' na cintilografia em contexto de TSH baixo devem ser avaliados por USG e PAAF conforme o tamanho, enquanto nódulos 'quentes' são tratados como doença funcional.
O TSH baixo sugere hipertireoidismo (clínico ou subclínico). A cintilografia identifica se o nódulo é o responsável pela produção excessiva de hormônio (nódulo 'quente'). Nódulos quentes raramente são malignos (<1%), portanto, a PAAF geralmente não é indicada para eles.
Nódulos puramente císticos (anecoicos) são quase universalmente benignos. O acompanhamento é indicado se forem grandes ou sintomáticos, mas o risco de câncer é desprezível, ao contrário do que sugere a alternativa A da questão.
A tomografia com contraste iodado deve ser evitada se houver planejamento de tratamento com iodo radioativo (PCI ou radioablação), pois o excesso de iodo do contraste compete com o iodo radioativo, invalidando o exame ou o tratamento por meses.
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