UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Paciente do sexo feminino, 65 anos, com nódulo na tireoide identificado em exame físico, com 2,0 cm de diâmetro, endurecido, em lobo esquerdo. Realizada ultrassonografia da glândula tireoide, caracterizando nódulo sólido de 2,0 cm em lobo esquerdo e nódulo de 1 cm no lobo direito, e com laudo final de "bócio multinodular". A melhor conduta seria:
Nódulo tireoidiano > 1 cm, sólido, ou com características suspeitas na USG → PAAF.
Nódulos tireoidianos com características suspeitas (sólidos, >1cm, endurecidos, ou com achados ultrassonográficos de risco) necessitam de investigação citológica para descartar malignidade. A PAAF é o método de escolha para essa avaliação.
A avaliação de nódulos tireoidianos é uma prática comum na endocrinologia, dada a alta prevalência dessas lesões na população. A maioria dos nódulos é benigna, mas a exclusão de malignidade é fundamental. A idade do paciente, características do nódulo ao exame físico (endurecido, fixo) e achados ultrassonográficos são cruciais para a estratificação de risco. A ultrassonografia da tireoide é o método de imagem de escolha para caracterizar os nódulos, avaliando seu tamanho, solidez, presença de calcificações, vascularização e margens. Nódulos sólidos, maiores que 1 cm, com microcalcificações, hipoecogenicidade ou margens irregulares são considerados suspeitos. A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) guiada por ultrassom é o método mais eficaz para obter material citológico e determinar a natureza do nódulo, sendo a conduta padrão ouro para nódulos com características de risco. O resultado da PAAF é classificado pelo sistema Bethesda, que orienta a conduta subsequente, que pode variar de observação a cirurgia. Mesmo em casos de bócio multinodular, a presença de um nódulo dominante ou com características suspeitas justifica a PAAF para evitar o subdiagnóstico de um câncer de tireoide. A radioterapia não é uma conduta inicial para nódulos tireoidianos e a tomografia tem um papel limitado na avaliação primária.
Nódulos maiores que 1 cm, sólidos, hipoecogênicos, com microcalcificações, margens irregulares, forma mais alta que larga ou crescimento rápido são indicativos de PAAF.
A ultrassonografia é o exame inicial para caracterizar o nódulo (tamanho, solidez, ecogenicidade, presença de calcificações) e guiar a PAAF, auxiliando na estratificação de risco.
Não necessariamente. A PAAF é geralmente indicada para os nódulos dominantes ou aqueles com características ultrassonográficas suspeitas, mesmo em um contexto de bócio multinodular.
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