SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2023
Qual a conduta MAIS APROPRIADA no caso de um paciente de 78 anos com uma nodulação à esquerda, unilateral, submandibular de 1,5 cm; indolor; afebril e sem sinais flogísticos?
Nódulo submandibular unilateral, indolor em idoso → investigar neoplasia com TC de cabeça e pescoço.
Em pacientes idosos, uma massa submandibular unilateral, indolor e sem sinais inflamatórios agudos, levanta forte suspeita de neoplasia (benigna ou maligna) de glândula salivar ou linfonodomegalia metastática. A tomografia de cabeça e pescoço é o exame de imagem inicial mais apropriado para caracterizar a lesão e planejar a biópsia.
A presença de uma nodulação submandibular em um paciente idoso, especialmente se unilateral, indolor e sem sinais flogísticos agudos, é um achado que exige investigação cuidadosa. Embora condições benignas como sialoadenite crônica ou sialolitíase possam ocorrer, a principal preocupação nessa faixa etária e com essas características é a possibilidade de uma neoplasia, seja ela primária da glândula submandibular ou uma metástase linfonodal. A glândula submandibular é a segunda glândula salivar maior mais frequentemente afetada por tumores, e cerca de 50% de seus tumores são malignos. A ausência de dor e de sinais inflamatórios agudos (como febre ou eritema) é um sinal de alerta para malignidade. Nesse contexto, a conduta mais apropriada é a realização de um exame de imagem detalhado. A tomografia computadorizada (TC) de cabeça e pescoço é o método de escolha, pois oferece excelente resolução para avaliar a extensão da lesão, sua relação com estruturas adjacentes, a presença de calcificações e a existência de linfonodomegalia regional. Este exame é crucial para guiar os próximos passos diagnósticos, como uma biópsia (PAAF ou incisional), que fornecerá o diagnóstico histopatológico definitivo. Tratar empiricamente com antibióticos ou secretagogos sem uma investigação adequada pode atrasar um diagnóstico potencialmente grave.
As causas incluem sialoadenite (inflamação da glândula submandibular), sialolitíase (cálculos nos ductos), cistos, linfonodomegalia (inflamatória ou neoplásica) e, mais preocupante, neoplasias benignas ou malignas da glândula submandibular.
A TC permite avaliar a localização, tamanho, densidade e relação da massa com estruturas adjacentes, auxiliando na diferenciação entre lesões inflamatórias, císticas e neoplásicas, além de identificar linfonodos suspeitos.
A biópsia (geralmente por punção aspirativa por agulha fina - PAAF) é indicada quando há suspeita de neoplasia, após a avaliação por imagem, para obter um diagnóstico histopatológico definitivo.
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