UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Homem, 46 anos, vem a UBS para consulta com resultados de exames de pré-operatório para hernioplastia ignal, sem queixas ou comorbidades, sem histórico de tabagismo, ingesta alcoólica moderada, e sedentário com sobre peso, resultados dos exames; ECG: Ritmo sinusal sem alteração, Hemograma: Sem alterações na série vermelha e branca, assim como perfil plaquetário, Coagulograma: sem alterações, Radiografia de Torax (PA e perfil): Nódulo de 5 mm, em terço inferior de hemi pulmão esquerdo. Baseado no quadro acima, a melhor conduta a ser tomada é:
Nódulo pulmonar < 6mm em paciente de baixo risco → acompanhamento clínico sem exames adicionais.
Nódulos pulmonares incidentais de pequeno tamanho (<6mm) em pacientes de baixo risco para câncer de pulmão geralmente não requerem investigação imediata com TC, mas sim acompanhamento clínico. A idade, histórico de tabagismo e características do nódulo são cruciais na decisão.
O nódulo pulmonar solitário (NPS) é uma lesão intraparenquimatosa pulmonar, menor que 3 cm, circundada por parênquima pulmonar aerado e sem atelectasia ou adenopatia associada. Sua descoberta incidental, muitas vezes em exames de rotina ou pré-operatórios, é um desafio diagnóstico e de manejo comum na prática clínica. A prevalência de NPS aumenta com a idade e com o histórico de tabagismo. A avaliação de um NPS visa determinar o risco de malignidade, evitando procedimentos invasivos desnecessários para lesões benignas e garantindo a detecção precoce de câncer. Fatores como tamanho do nódulo, características morfológicas (bordas, calcificações), taxa de crescimento, idade do paciente e histórico de tabagismo são cruciais. Nódulos menores que 6 mm em pacientes de baixo risco têm uma probabilidade muito baixa de malignidade e, segundo as diretrizes da Fleischner Society, podem ser apenas acompanhados clinicamente ou com radiografia de tórax em intervalos maiores. Para residentes, é fundamental dominar as diretrizes de manejo do NPS, pois a conduta inadequada pode levar tanto à superinvestigação (com seus riscos e custos) quanto ao atraso no diagnóstico de um câncer. A tomada de decisão deve ser individualizada, considerando o perfil de risco do paciente e as características do nódulo.
Fatores de risco incluem idade avançada (>60 anos), histórico de tabagismo (especialmente >30 anos-maço), histórico de câncer prévio, exposição a asbesto, e características do nódulo como tamanho (>8mm), bordas espiculadas, crescimento rápido e localização em lobo superior.
De acordo com as diretrizes (ex: Fleischner Society), nódulos sólidos < 6 mm em pacientes de baixo risco geralmente não requerem acompanhamento de rotina com TC, podendo-se optar por acompanhamento clínico ou radiografia de tórax em 12 meses se houver alguma preocupação.
A TC de tórax é indicada para nódulos maiores (>6mm), em pacientes de alto risco, ou quando há características suspeitas na radiografia inicial, para melhor caracterização do nódulo, avaliação de crescimento e planejamento de conduta.
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