Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Homem, 73 anos, ex-tabagista, apresenta imagem nodular, de bordas regulares, de aproximadamente 2,5 cm de diâmetro localizado em região peri-hilar pulmonar direita, detectado em radiografia de tórax de rotina. Qual é a conduta mais adequada?
Nódulo pulmonar em paciente > 60 anos, ex-tabagista, 2,5 cm, peri-hilar → Alta suspeita de malignidade, requer investigação ativa (TC + biópsia).
Um nódulo pulmonar solitário em um paciente idoso com histórico de tabagismo, mesmo com bordas regulares, tem alta probabilidade de malignidade. A conduta inicial deve ser uma tomografia de tórax para melhor caracterização e, dependendo das características, uma broncoscopia ou biópsia para diagnóstico histopatológico.
O nódulo pulmonar solitário (NPS) é uma lesão intraparenquimatosa, menor que 3 cm, completamente circundada por parênquima pulmonar, sem atelectasia, adenopatia ou derrame pleural. A detecção incidental de um NPS é comum e representa um desafio diagnóstico, pois pode ser benigno (granuloma, hamartoma) ou maligno (câncer de pulmão primário ou metástase). A avaliação do risco de malignidade é crucial. A probabilidade de malignidade de um NPS é influenciada por fatores como idade do paciente, histórico de tabagismo, tamanho do nódulo, características morfológicas (bordas, calcificações) e taxa de crescimento. Pacientes idosos e tabagistas têm um risco significativamente maior. A radiografia de tórax inicial pode detectar o nódulo, mas a tomografia de tórax de alta resolução é indispensável para uma caracterização mais detalhada. A conduta subsequente depende da probabilidade de malignidade. Em casos de alta probabilidade, como o paciente descrito (idoso, ex-tabagista, nódulo de 2,5 cm, peri-hilar), a investigação ativa com biópsia é fundamental. A broncoscopia é uma opção para nódulos acessíveis centralmente, enquanto a biópsia transtorácica guiada por TC ou a toracoscopia videoassistida (VATS) podem ser necessárias para nódulos periféricos ou quando a broncoscopia é inconclusiva. O objetivo é obter um diagnóstico histopatológico para guiar o tratamento.
Fatores incluem idade avançada (>60 anos), histórico de tabagismo, tamanho do nódulo (>8 mm), bordas especuladas ou irregulares, crescimento rápido e localização no lobo superior.
A tomografia de tórax é essencial para caracterizar o nódulo (tamanho, densidade, calcificações, bordas), avaliar linfonodos e buscar outros nódulos ou metástases, auxiliando na estratificação de risco.
A broncoscopia é indicada para nódulos centrais ou peri-hilares que são acessíveis por via endobrônquica, permitindo a coleta de material para análise histopatológica e citológica.
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