INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um paciente com 63 anos, tabagista, com consumo de um maço de cigarros ao dia há 30 anos, com histórico de bronquite crônica, comparece à consulta com uma tomografia computadorizada de tórax (TC) solicitada devido a trauma torácico prévio. Ao exame físico, está em bom estado geral, assintomático. A TC revela um nódulo pulmonar solitário, regular de 1,5 cm e calcificado. Qual é a conduta adequada para esse paciente?
Nódulo pulmonar solitário calcificado e regular em paciente assintomático → alta probabilidade de benignidade = acompanhamento ambulatorial.
Nódulos pulmonares solitários com calcificações difusas, laminares, concêntricas ou em pipoca, especialmente se regulares e menores que 3 cm, são geralmente benignos e não requerem biópsia ou ressecção imediata. O acompanhamento ambulatorial com TC seriada é a conduta mais adequada para monitorar qualquer alteração.
O Nódulo Pulmonar Solitário (NPS) é uma lesão intraparenquimatosa menor que 3 cm, cercada por parênquima pulmonar normal. Sua descoberta incidental é comum, especialmente com o aumento do uso de tomografias. A avaliação do NPS é crucial devido ao potencial de malignidade, sendo o tabagismo um dos principais fatores de risco. A caracterização radiológica é fundamental para determinar a conduta. Nódulos com calcificações benignas (difusas, concêntricas, em pipoca ou laminares), bordas regulares e ausência de crescimento em exames seriados são considerados de baixo risco. A idade do paciente, histórico de tabagismo e doenças pulmonares crônicas também influenciam a probabilidade de malignidade. Para nódulos com características benignas, como o caso descrito (calcificado, regular, 1,5 cm, paciente assintomático), a conduta inicial é o acompanhamento ambulatorial com tomografias seriadas para monitorar o crescimento. Biópsias ou ressecções cirúrgicas são reservadas para nódulos com características suspeitas ou crescimento documentado.
Nódulos pulmonares com calcificações difusas, laminares, concêntricas ou em pipoca, bordas regulares, tamanho menor que 3 cm e ausência de crescimento em exames seriados são fortes indicativos de benignidade.
A biópsia é considerada para nódulos calcificados que apresentam características atípicas, como calcificações excêntricas ou pontilhadas, bordas irregulares, crescimento documentado ou em pacientes com alto risco de malignidade e características radiológicas indeterminadas.
O tabagismo é um fator de risco significativo para câncer de pulmão. Em pacientes tabagistas, mesmo nódulos com características benignas podem exigir um acompanhamento mais rigoroso, embora a presença de calcificação benigna reduza drasticamente o risco.
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