USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Mulher de 60 anos, tabagista 40 anos-maço foi submetida à tomografia de tórax para rastreamento de nódulo pulmonar, o qual apresentou crescimento em tomografias subsequentes. A imagem a seguir mostra o exame atual: Qual o método recomendado para obter diagnóstico histológico do nódulo dessa paciente?
Nódulo pulmonar periférico com crescimento em exames seriados → Biópsia transtorácica guiada por TC.
Para nódulos pulmonares periféricos, a biópsia percutânea guiada por TC possui maior rendimento diagnóstico que a broncoscopia convencional. O crescimento do nódulo aumenta a suspeição de malignidade.
O manejo do nódulo pulmonar solitário (NPS) baseia-se na probabilidade de malignidade, avaliada por critérios clínicos (idade, tabagismo) e radiológicos (tamanho, bordas, densidade, taxa de crescimento). Um nódulo que apresenta crescimento documentado em tomografias de controle possui alta probabilidade de câncer de pulmão, exigindo diagnóstico histológico. A escolha do método diagnóstico depende da localização da lesão: lesões centrais favorecem a broncoscopia, enquanto lesões periféricas favorecem a abordagem transtorácica. A biópsia por agulha grossa (core biopsy) é frequentemente preferida à aspiração por agulha fina (FNA) por fornecer arquitetura tecidual, essencial para imuno-histoquímica e testes moleculares em oncologia pulmonar moderna.
A biópsia transtorácica guiada por tomografia é indicada principalmente para nódulos ou massas pulmonares localizados na periferia do parênquima, onde a broncoscopia convencional tem baixo rendimento. É o método de escolha quando há suspeita de malignidade em lesões acessíveis por via percutânea, apresentando sensibilidade superior a 90% para o diagnóstico de câncer de pulmão.
A complicação mais frequente é o pneumotórax, ocorrendo em cerca de 15% a 25% dos procedimentos, embora a maioria não necessite de drenagem de tórax. Outras complicações menos comuns incluem hemoptise leve, hemotórax e, raramente, embolia gasosa. A avaliação da reserva funcional respiratória e a localização da lesão são fundamentais para mitigar riscos.
A broncoscopia é preferível em lesões centrais, próximas aos brônquios de maior calibre, ou quando há sinais endoscópicos diretos de infiltração tumoral. Também é útil para o estadiamento linfonodal mediastinal através do EBUS (ultrassom endobrônquico), especialmente se houver linfonodomegalias suspeitas no mediastino ou hilo.
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