PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Em relação ao manejo do nódulo pulmonar solitário, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Nódulo < 8mm → Vigilância; se fatores de risco (ex: tabagismo) ↑ suspeita de malignidade.
O manejo do nódulo pulmonar solitário (NPS) baseia-se no tamanho e na probabilidade clínica de malignidade; lesões < 8mm geralmente requerem apenas acompanhamento tomográfico.
O manejo do nódulo pulmonar solitário (NPS) é um desafio comum na prática clínica, intensificado pelo aumento do uso de TCs de tórax. A diferenciação entre lesões benignas (granulomas, hamartomas) e malignas (carcinomas broncogênicos) é crucial para evitar procedimentos invasivos desnecessários ou atrasos no diagnóstico de câncer. Fatores como idade avançada, histórico de tabagismo, bordas espiculadas e localização em lobos superiores aumentam a probabilidade de câncer. A estabilidade de tamanho por 2 anos em exames de imagem é um forte indicador de benignidade. O uso de modelos de predição de risco auxilia na decisão clínica entre observação e intervenção invasiva, sempre considerando as comorbidades do paciente.
Um NPS é definido como uma opacidade radiológica única, esférica, bem circunscrita, com diâmetro menor ou igual a 3 cm, sem evidência de atelectasia, linfonodomegalia ou derrame pleural associados. Se a lesão for maior que 3 cm, é classificada como massa pulmonar, o que aumenta significativamente a probabilidade de malignidade e exige investigação imediata.
Padrões de calcificação tipicamente benignos incluem: central, laminado (comum em granulomas por histoplasmose), difuso e 'em pipoca' (clássico de hamartomas). Calcificações excêntricas, pontilhadas ou assimétricas são suspeitas e podem ocorrer em neoplasias malignas, não devendo ser ignoradas.
Nódulos menores que 8 mm têm baixo risco de malignidade e geralmente são monitorados com TC seriada conforme o protocolo de Fleischner. Nódulos ≥ 8 mm exigem avaliação de risco (clínica + características da TC) para decidir entre vigilância curta, PET-CT ou biópsia/ressecção cirúrgica direta.
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