Nódulo Pancreático Hipervascular: Conduta e Diagnóstico

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 70 anos, do sexo feminino, comparece à consulta trazendo exame de tomografia computadorizada de abdome, feita no Pronto Atendimento devido a quadro de lombalgia, evidenciando nódulo hipervascular no colo do pâncreas de 1,9cm de diâmetro. Nega outros sintomas e diz estar sentindo-se muito bem, porém está muito apreensiva devido ao resultado do exame pela possibilidade de ser um câncer de pâncreas. Dentre as opções abaixo, em relação à conduta frente esta situação, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Indicar a enucleação do nódulo.
  2. B) Indicar a realização de ecoendoscopia com punção/biópsia do nódulo.
  3. C) Indicar a realização de pancreatectomia central com preservação do baço.
  4. D) Tranquilizar a paciente e acompanhá-la com exames de imagem em seis meses.

Pérola Clínica

Nódulo pancreático hipervascular incidental → EUS com biópsia para diagnóstico definitivo.

Resumo-Chave

Nódulos pancreáticos hipervasculares, mesmo que incidentais e assintomáticos, exigem investigação diagnóstica para excluir malignidade, como tumores neuroendócrinos. A ecoendoscopia com punção aspirativa por agulha fina (EUS-FNA) é o método de escolha para obtenção de tecido.

Contexto Educacional

Nódulos pancreáticos são frequentemente descobertos incidentalmente em exames de imagem, como a tomografia computadorizada, realizados por outras razões. A prevalência de incidentalomas pancreáticos tem aumentado devido ao uso mais frequente de exames de imagem. A identificação de um nódulo hipervascular no pâncreas, mesmo que assintomático, levanta a preocupação com tumores neuroendócrinos pancreáticos (TNEs), que podem ser funcionantes ou não funcionantes e têm potencial maligno. A investigação diagnóstica é crucial para diferenciar lesões benignas de malignas. A ecoendoscopia (EUS) com punção aspirativa por agulha fina (FNA) é o padrão-ouro para a avaliação de lesões pancreáticas, permitindo a obtenção de amostras de tecido para análise histopatológica e imuno-histoquímica. Este procedimento é minimamente invasivo e oferece alta sensibilidade e especificidade para o diagnóstico. A conduta dependerá do resultado da biópsia. Se for confirmado um tumor neuroendócrino, a decisão terapêutica (observação, cirurgia, tratamento sistêmico) será baseada no tipo histológico, grau de diferenciação, tamanho, localização e presença de metástases. A enucleação ou pancreatectomia são opções cirúrgicas para lesões selecionadas, mas sempre após o diagnóstico definitivo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de nódulos pancreáticos hipervasculares?

Os nódulos pancreáticos hipervasculares mais comuns são os tumores neuroendócrinos (TNEs), mas também podem incluir metástases hipervasculares ou lesões benignas como o adenoma.

Por que a ecoendoscopia com biópsia é o método de escolha para nódulos pancreáticos?

A ecoendoscopia (EUS) permite a visualização detalhada do pâncreas e a realização de punção aspirativa por agulha fina (FNA) guiada, obtendo material para diagnóstico histopatológico com alta acurácia e baixo risco.

Quando a cirurgia é indicada para um nódulo pancreático hipervascular?

A cirurgia é indicada após a confirmação histopatológica de malignidade, especialmente para tumores neuroendócrinos funcionantes ou não funcionantes com potencial de crescimento ou metástase, dependendo do tamanho e localização.

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