Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
Ao realizar exame de ultrassonografia mamária, devido à mastalgia, paciente de 40 anos, vem exame mostrando tumoração em mama direita às 12 horas, medindo 3,0 cm, irregular, com sombra acústica posterior, heterogênea. Diante de tal caso, qual é a MELHOR conduta?
Tumoração mamária com características suspeitas (irregular, sombra acústica posterior) na USG → Core biopsy para diagnóstico histopatológico.
Lesões mamárias com características ultrassonográficas de alta suspeição para malignidade (BI-RADS 4 ou 5), como irregularidade, sombra acústica posterior e heterogeneidade, exigem biópsia para confirmação diagnóstica. A core biopsy é preferível à PAAF por fornecer material histopatológico, permitindo a análise arquitetural e imuno-histoquímica, essenciais para o planejamento terapêutico.
A investigação de nódulos mamários é uma parte fundamental da prática clínica, especialmente em mulheres acima de 40 anos, devido à incidência de câncer de mama. A ultrassonografia mamária é um método de imagem complementar à mamografia, particularmente útil para caracterizar lesões palpáveis, avaliar mamas densas e guiar procedimentos invasivos. A classificação BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é padronizada para descrever achados de imagem e indicar a conduta apropriada. Quando a ultrassonografia revela uma tumoração com características altamente suspeitas de malignidade, como margens irregulares, sombra acústica posterior, heterogeneidade e tamanho significativo (ex: 3,0 cm), a lesão é classificada como BI-RADS 4 ou 5. Nesses casos, a obtenção de material para diagnóstico histopatológico é imperativa. A biópsia percutânea por agulha grossa (core biopsy) é o método de escolha, pois permite a retirada de fragmentos de tecido que preservam a arquitetura celular, possibilitando um diagnóstico preciso do tipo histológico do tumor, seu grau e a expressão de receptores hormonais e HER2, informações essenciais para a definição do tratamento. Em contraste, a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) coleta apenas células e pode ser inconclusiva ou insuficiente para a caracterização completa da lesão, especialmente em casos de alta suspeição. A mastectomia é um tratamento cirúrgico e não uma conduta diagnóstica inicial. O acompanhamento com ultrassonografia em 6 meses é reservado para lesões classificadas como BI-RADS 3 (provavelmente benignas). Portanto, diante de um nódulo mamário com características suspeitas, a core biopsy é a conduta mais adequada para garantir um diagnóstico preciso e um plano terapêutico eficaz.
Características de alta suspeita incluem margens irregulares ou espiculadas, sombra acústica posterior, orientação não paralela à pele, microcalcificações, vascularização interna e heterogeneidade. Essas características geralmente classificam a lesão como BI-RADS 4 ou 5.
A core biopsy é a melhor conduta porque permite a obtenção de fragmentos de tecido para análise histopatológica. Isso possibilita não apenas confirmar a malignidade, mas também determinar o tipo histológico do tumor, grau, e realizar estudos imuno-histoquímicos, informações cruciais para o estadiamento e planejamento do tratamento.
A PAAF coleta apenas células, o que pode ser insuficiente para diferenciar lesões benignas de malignas em alguns casos, especialmente se a amostra for inadequada. Além disso, não permite a análise da arquitetura tecidual nem a realização de imuno-histoquímica, limitando a caracterização completa da lesão.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo