UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Mulher de 57 anos procura atendimento, pois, durante seu exame mamário de rastreamento, foi observado um nódulo. Ela relata que a prima de 2º grau faleceu recentemente com câncer de mama. O exame de mamografia revela nódulo sólido, lobulado, em QSL mama direita, medindo 18x09mm (classificação Bi-rads 3); mama esquerda com parênquima mamário de textura heterogênea e padrão de substituição glandular pelo fibroadiposo; pele e tecido subcutâneo sem alterações (classificação Bi-rads 1). De acordo com o exame de imagem e a história familiar relatada, a conduta indicada para investigação desse nódulo é seguimento radiológico:
Nódulo BI-RADS 3 → seguimento semestral 1º ano, anual 2 anos.
Lesões BI-RADS 3 têm probabilidade de malignidade < 2%. A conduta é o seguimento radiológico para confirmar a estabilidade da lesão, evitando biópsias desnecessárias, mas garantindo a detecção precoce de qualquer alteração.
A classificação BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para descrever achados mamográficos, ultrassonográficos e de ressonância magnética da mama, auxiliando na comunicação e na conduta clínica. O BI-RADS 3 indica uma lesão "provavelmente benigna", com uma probabilidade de malignidade inferior a 2%. É crucial para a prática clínica entender que essa categoria não exige biópsia imediata, mas sim um acompanhamento cuidadoso. A conduta para uma lesão BI-RADS 3 é o seguimento radiológico, que consiste em exames de imagem (mamografia e/ou ultrassonografia) repetidos em intervalos definidos. Esse acompanhamento visa monitorar a estabilidade da lesão ao longo do tempo. Se a lesão permanecer estável por um período de três anos, ela pode ser reclassificada para BI-RADS 2 (benigna). O protocolo de seguimento para BI-RADS 3 geralmente envolve uma reavaliação em 6 meses, seguida por exames anuais por mais dois anos. A história familiar de câncer de mama é um fator de risco importante, mas não altera a conduta inicial para um BI-RADS 3 isolado, que ainda é o seguimento. Apenas em casos de alto risco genético ou outras características suspeitas, a biópsia pode ser considerada mais precocemente.
Um nódulo BI-RADS 3 é uma lesão provavelmente benigna, com menos de 2% de chance de malignidade, que não possui as características típicas de benignidade, mas também não apresenta sinais de malignidade.
A história familiar de câncer de mama aumenta o risco individual, mas a conduta para um BI-RADS 3 permanece o seguimento radiológico, a menos que haja outros fatores de alto risco que justifiquem uma investigação mais agressiva.
O seguimento padrão para um nódulo BI-RADS 3 é semestral no primeiro ano e, se estável, anual por mais dois anos, totalizando três anos de acompanhamento.
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