UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023
Paciente, 25 anos, queixa de nódulo mamário esquerdo. Ao exame físico, área nodular em QSE da ME, medindo em torno de 2cm, bem delimitado, móvel e fibro-elástico. Assinale a conduta inicial mais adequada:
Nódulo mamário em jovem (<30-35 anos) com características benignas → US mamária é a conduta inicial.
Em mulheres jovens (geralmente <30-35 anos) com nódulo mamário palpável, a ultrassonografia (US) é o método de imagem de primeira linha. Isso se deve à maior densidade mamária nessa faixa etária, que limita a sensibilidade da mamografia, e à menor incidência de câncer de mama.
A avaliação de um nódulo mamário é uma situação clínica comum e que gera muita ansiedade nas pacientes. A conduta inicial deve ser guiada pela idade da paciente, características do nódulo ao exame físico e fatores de risco. Em mulheres jovens, geralmente abaixo dos 30-35 anos, a incidência de câncer de mama é significativamente menor, e a maioria dos nódulos palpáveis corresponde a lesões benignas, como fibroadenomas ou cistos. Nesse grupo etário, a mama é tipicamente mais densa, com maior proporção de tecido glandular e menos tecido adiposo. Essa densidade mamária reduz a sensibilidade da mamografia, tornando-a menos eficaz para detectar lesões. Por isso, a ultrassonografia mamária (US) é o método de imagem de primeira linha. A US é excelente para diferenciar lesões císticas de sólidas, avaliar a vascularização e as características morfológicas do nódulo, além de não expor a paciente à radiação ionizante. A mamografia é reservada para mulheres mais velhas ou para casos específicos em que há alta suspeita de malignidade, mesmo em jovens, ou quando a ultrassonografia não é conclusiva. A biópsia (PAAF ou core biopsy) é indicada após a avaliação por imagem, se houver características de suspeição. O acompanhamento e a educação da paciente sobre o autoexame e os sinais de alerta também são partes integrantes da conduta.
A idade é crucial, pois mulheres jovens (<30-35 anos) têm maior densidade mamária e menor risco de câncer, tornando a ultrassonografia o método de escolha. Em mulheres mais velhas, a mamografia é prioritária.
Mamas jovens são densas, o que dificulta a visualização de lesões na mamografia. A ultrassonografia consegue diferenciar cistos de lesões sólidas e é mais sensível em mamas densas, além de não utilizar radiação ionizante.
Nódulos bem delimitados, móveis, fibroelásticos e com contornos regulares são características que sugerem benignidade, como as encontradas em fibroadenomas, que são comuns em mulheres jovens.
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