HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021
Vera, 45 anos de idade, comparece à consulta ambulatorial com queixa, há 3 meses, de nodulação palpável em mama direita e em região axilar direita. Em seguimento por Linfoma não Hodgkin, realizou tomografia computadorizada com emissão de prótons (PET-CT), que visualizou ambas as nodulações. Ao exame, apresenta nodulação palpável em junção de quadrantes inferiores de mama direita, com 4cm de diâmetro, não aderida a planos profundos, não dolorosa. Qual deve ser a conduta inicial neste caso?
Nódulo mamário palpável em >40 anos, mesmo com PET-CT prévio → Mamografia bilateral inicial.
Em pacientes com nodulação mamária palpável, especialmente acima de 40 anos, a mamografia bilateral é a conduta inicial para caracterizar a lesão, mesmo na presença de outros exames como PET-CT que já identificaram a nodulação. Ela fornece informações morfológicas cruciais para a investigação.
A avaliação de uma nodulação mamária palpável é um desafio comum na prática clínica, exigindo uma abordagem sistemática. Em mulheres acima de 40 anos, a mamografia é o método de imagem inicial de escolha, complementada frequentemente pela ultrassonografia. Essa sequência permite a caracterização da lesão, a identificação de achados suspeitos e a orientação para biópsia, se necessária. No caso de pacientes com histórico de neoplasias, como o Linfoma não Hodgkin, a investigação de novas lesões mamárias e axilares deve considerar tanto a possibilidade de uma nova neoplasia primária quanto a de metástases ou envolvimento secundário do linfoma. Embora exames como o PET-CT possam identificar a presença e atividade metabólica das lesões, a mamografia oferece detalhes morfológicos essenciais para a avaliação local da mama. Portanto, mesmo com um PET-CT prévio, a mamografia bilateral é a conduta inicial para aprofundar a caracterização das lesões mamárias e axilares. Após a mamografia e ultrassonografia, a biópsia percutânea guiada por imagem (ultrassom ou mamografia) será o próximo passo para obter o diagnóstico histopatológico definitivo, crucial para o planejamento terapêutico.
A mamografia é crucial para caracterizar morfologicamente o nódulo mamário, avaliar calcificações e distorções arquiteturais, e identificar outras lesões não detectadas pelo PET-CT, sendo o exame de imagem inicial padrão.
A história de Linfoma não Hodgkin aumenta a suspeita de metástase ou linfoma primário de mama, mas a abordagem diagnóstica inicial para o nódulo mamário segue os protocolos padrão, começando com mamografia e ultrassonografia.
A biópsia percutânea é indicada após a avaliação por exames de imagem (mamografia e ultrassonografia) que sugerem malignidade ou quando há um achado suspeito que requer confirmação histopatológica.
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