SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023
Paciente de 55 anos, vai ao ambulatório referindo a presença de um caroço na mama, há 6 meses. Informa menopausa há 5 anos e sem terapia de reposição hormonal, mas nega antecedentes familiares de câncer. Relata ter apresentado duas gestações e que seus partos foram cesarianas por falta de evolução do trabalho de parto. No exame físico, palpa-se um nódulo algo endurecido, pouco móvel, de aproximadamente 2,5x2,0cm, em quadrante superior externo da mama esquerda. Em retorno, apresenta uma mamografia relata nódulo irregular de 1,8x2,0cm, com BIRADS 4A. A ecografia refere ser um nódulo sólido, com as mesmas características, BIRADS 4. Qual conduta deve ser instituída?
Nódulo mamário BIRADS 4 (suspeito) → sempre requer biópsia (core biopsy) para diagnóstico histopatológico.
Um nódulo mamário classificado como BIRADS 4 (A, B ou C) indica uma lesão suspeita para malignidade, com risco de câncer variando de 2% a 95%. A conduta padrão e mais adequada é a realização de uma biópsia por agulha grossa (core biopsy) para obter material histopatológico e definir o diagnóstico.
A avaliação de nódulos mamários é uma parte fundamental da prática clínica, especialmente na ginecologia e mastologia. O sistema BIRADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para classificar achados de imagem mamária, orientando a conduta subsequente. Um nódulo classificado como BIRADS 4, seja 4A, 4B ou 4C, sempre levanta a suspeita de malignidade e exige uma investigação mais aprofundada. Neste cenário, a core biopsy (biópsia por agulha grossa) é a conduta de escolha. Diferente da punção aspirativa com agulha fina (PAAF), que coleta apenas células e pode ser limitada para um diagnóstico definitivo, a core biopsy obtém fragmentos de tecido que permitem uma análise histopatológica completa. Essa análise é crucial para determinar a natureza da lesão (benigna, maligna, tipo histológico, grau), o que é essencial para o planejamento terapêutico. Para residentes, é vital compreender que a classificação BIRADS 4 não é um diagnóstico de câncer, mas sim uma indicação de que o risco de malignidade é significativo o suficiente para justificar uma biópsia. A idade da paciente, fatores de risco e características do nódulo (endurecido, pouco móvel, irregular) reforçam a necessidade de biópsia. A ressonância magnética nuclear da mama pode ser útil em casos específicos, mas não substitui a biópsia para o diagnóstico histopatológico de uma lesão suspeita.
BIRADS 4 indica uma lesão suspeita para malignidade, com uma probabilidade de câncer que varia de 2% a 95%. É subdividido em 4A (baixa suspeição, 2-10%), 4B (suspeição intermediária, 10-50%) e 4C (alta suspeição, 50-95%), todas exigindo biópsia.
A core biopsy (biópsia por agulha grossa) é preferencial porque remove fragmentos de tecido que permitem uma análise histopatológica completa, incluindo a arquitetura celular e a presença de invasão. Isso é crucial para diferenciar lesões benignas de malignas e para planejar o tratamento adequado.
A PAAF (punção aspirativa por agulha fina) coleta apenas células, sendo útil para diferenciar lesões císticas de sólidas e diagnosticar algumas malignidades, mas pode ser inconclusiva. A core biopsy coleta tecido, permitindo análise histopatológica e imuno-histoquímica, sendo mais definitiva para lesões sólidas suspeitas.
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