PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Mulher, 26 anos, percebeu saliência em sua mama direita há 2 meses. Não tem dor, não percebe crescimento da lesão, também não observa mudanças antes e depois de menstruar. Ao exame físico constata-se nódulo no quadrante central de mama direita, às 4 horas da borda areolar, medindo 2,0 cm de diâmetro, móvel, indolor, consistência borrachosa. Não há lesões na axila. Fez ultrassonografia das mamas que teve laudo BIRADS 3. A paciente pretende se submeter à mastoplastia redutora com colocação de prótese. Assinale a conduta CORRETA nesta situação:
Nódulo mamário BIRADS 3 em paciente jovem com cirurgia mamária programada → Exérese intraoperatória do nódulo para análise anatomopatológica.
Um nódulo BIRADS 3 tem uma baixa probabilidade de malignidade (<2%), mas requer acompanhamento. No entanto, se a paciente já tem uma cirurgia mamária programada (mastoplastia), a exérese do nódulo durante o mesmo procedimento é a conduta mais racional, evitando uma segunda cirurgia e permitindo a análise histopatológica definitiva.
A avaliação de nódulos mamários é uma parte crucial da prática ginecológica e mastológica, especialmente em mulheres jovens. O sistema BIRADS (Breast Imaging Reporting and Data System) padroniza a classificação de achados de imagem mamária, sendo o BIRADS 3 indicativo de uma lesão provavelmente benigna, com risco de malignidade inferior a 2%. Nesses casos, a conduta padrão é o acompanhamento ultrassonográfico em 6 meses. No entanto, a situação clínica pode modificar a conduta. No caso de uma paciente jovem com nódulo BIRADS 3 que já tem uma cirurgia mamária eletiva programada, como uma mastoplastia redutora, a abordagem mais pragmática e segura é a exérese do nódulo durante o mesmo procedimento cirúrgico. Isso evita a necessidade de uma segunda cirurgia, minimiza o desconforto da paciente e permite a obtenção de um diagnóstico histopatológico definitivo antes que a arquitetura mamária seja alterada pela plástica. A análise anatomopatológica intraoperatória (por congelação) pode ser considerada, mas a análise definitiva por parafina é sempre necessária. A decisão de excisar o nódulo em conjunto com a mastoplastia otimiza o manejo, garantindo a segurança da paciente e a resolução diagnóstica da lesão mamária, mesmo que benigna, antes de qualquer procedimento estético que possa dificultar futuras avaliações.
BIRADS 3 significa "achado provavelmente benigno". Há uma probabilidade muito baixa de malignidade (geralmente <2%). Recomenda-se acompanhamento com ultrassonografia em 6 meses para reavaliar a estabilidade da lesão.
A exérese é indicada porque a paciente já será submetida a uma cirurgia mamária (mastoplastia redutora). Realizar a biópsia excisional do nódulo no mesmo ato cirúrgico evita uma segunda intervenção, permite um diagnóstico histopatológico definitivo e garante que a lesão seja avaliada antes de qualquer alteração na arquitetura mamária pela plástica.
Clinicamente, um fibroadenoma é um nódulo mamário móvel, indolor, de consistência borrachosa, mais comum em mulheres jovens. Na ultrassonografia, geralmente apresenta-se como uma massa sólida, bem delimitada, ovalada, com eixos paralelos à pele (mais larga do que alta), e com reforço acústico posterior.
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