INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020
Uma mulher com 25 anos de idade é atendida na Unidade Básica de Saúde após palpar um nódulo em sua mama direita. Na avaliação médica, identifica-se um nódulo de 1 cm, no maior diâmetro, móvel, com consistência fibroelástica, regular e indolor. Nesse caso, qual deve ser a conduta médica inicial?
Mulher jovem (<30a) com nódulo mamário móvel, fibroelástico, regular e indolor → alta probabilidade de benignidade; conduta inicial é seguimento ecográfico.
Em mulheres jovens (<30-35 anos), nódulos mamários com características benignas (móvel, fibroelástico, regular, indolor) são frequentemente fibroadenomas. A conduta inicial mais adequada é a ultrassonografia mamária para caracterização e, se benigno (BIRADS 2), seguimento ecográfico. Punção ou exérese são reservadas para casos com características suspeitas ou crescimento.
A avaliação de nódulos mamários em mulheres jovens (<30-35 anos) é uma situação comum na atenção primária e na ginecologia. A maioria dos nódulos palpáveis nessa faixa etária é de natureza benigna, sendo o fibroadenoma a lesão mais frequente. As características clínicas de benignidade incluem nódulo móvel, consistência fibroelástica, contornos regulares e ausência de dor ou descarga papilar suspeita. A conduta inicial para esses nódulos é a ultrassonografia mamária, que é o método de imagem de escolha para mamas densas de mulheres jovens. A ultrassonografia permite diferenciar lesões sólidas de císticas e caracterizar a lesão de acordo com o sistema BIRADS. Nódulos classificados como BIRADS 2 (benignos) ou BIRADS 3 (provavelmente benignos) geralmente requerem apenas seguimento ecográfico periódico, sem necessidade de biópsia imediata. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) ou biópsia por agulha grossa (core biopsy) são reservadas para nódulos com características suspeitas (BIRADS 4 ou 5) ou para aqueles que apresentam crescimento ou alterações ao longo do seguimento. O encaminhamento ao Centro de Oncologia é feito após a confirmação de malignidade ou em casos de alta suspeita. O manejo conservador com seguimento evita procedimentos invasivos desnecessários e a ansiedade associada.
Nódulos benignos em mulheres jovens são tipicamente móveis, de consistência fibroelástica, com contornos regulares, indolores e geralmente pequenos. O fibroadenoma é a causa mais comum.
A ultrassonografia é preferencial porque as mamas de mulheres jovens são densas, o que limita a sensibilidade da mamografia. A ultrassonografia permite uma melhor caracterização da lesão (sólida vs. cística, contornos, vascularização) e não utiliza radiação ionizante.
Biópsia ou exérese são indicadas se o nódulo apresentar características suspeitas na ultrassonografia (BIRADS 4 ou 5), se houver crescimento significativo, se a paciente tiver fatores de risco para câncer de mama, ou se houver preocupação persistente da paciente apesar da benignidade clínica e radiológica.
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