UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2022
Mulher, 40 anos, lactante em aleitamento materno exclusivo há 2 meses, relata ter identificado há 3 meses, durante autoexame, um “caroço” na mama esquerda. Nega comorbidades ou doenças importantes no histórico familiar. Informa que nunca fez exame de mamografia. Ao exame físico, presença de nodulação endurecida com cerca de 3 cm em QSL da mama esquerda. Na axila, não foram palpados linfonodos suspeitos. Qual a conduta correta para esse caso?
Nódulo mamário persistente em mulher >30 anos, mesmo lactante, exige investigação com USG e mamografia.
Nódulos mamários em mulheres acima de 30 anos, especialmente se persistentes, sempre requerem investigação completa com exames de imagem (ultrassom e mamografia), independentemente do estado de lactação. A lactação pode dificultar a interpretação, mas não impede a realização dos exames.
A detecção de um nódulo mamário é sempre um motivo de preocupação, e a investigação adequada é crucial, especialmente em mulheres acima de 30 anos. Embora a lactação possa causar alterações fisiológicas na mama, como ingurgitamento e formação de galactoceles, a presença de um nódulo persistente não deve ser ignorada ou atribuída exclusivamente a essas condições. A conduta padrão para nódulos mamários em mulheres com mais de 30 anos, independentemente do estado de lactação, inclui a realização de mamografia e ultrassom de mama. A mamografia é essencial para rastreamento e detecção de microcalcificações e distorções arquiteturais, enquanto o ultrassom é excelente para caracterizar nódulos sólidos ou císticos e guiar biópsias. Em lactantes, a mamografia pode ser mais difícil de interpretar devido à densidade mamária aumentada, mas ainda é um exame valioso. O ultrassom é particularmente útil nessa população. A biópsia é indicada se os achados de imagem forem suspeitos. O atraso no diagnóstico de câncer de mama em lactantes pode levar a estágios mais avançados da doença, ressaltando a importância da investigação precoce e completa.
A lactação aumenta a densidade mamária e pode dificultar a interpretação da mamografia. No entanto, o ultrassom é uma ferramenta muito útil nessa fase, e a mamografia ainda é indicada, podendo ser complementada com compressão ou esvaziamento da mama.
Em mulheres com menos de 30 anos, a maioria dos nódulos é benigna, e o ultrassom é o exame inicial. Após os 30 anos, o risco de malignidade aumenta, e a investigação deve incluir mamografia e ultrassom.
Se os exames de imagem revelarem características suspeitas (BIRADS 4 ou 5), o próximo passo é a biópsia (core biopsy ou biópsia excisional) para obter um diagnóstico histopatológico definitivo.
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