BI-RADS 0: Conduta e Investigação Complementar

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2026

Enunciado

Paciente de 48 anos apresenta nódulo indolor na mama direita, detectado há 3 meses, após trauma local. Apresenta histórico familiar de câncer de mama em tia materna (aos 41 anos de idade). Mamografia evidencia assimetria focal no quadrante superior externo da mama direita, classificada como BI-RADS 0. Visando à melhor investigação do quadro, o próximo passo deve ser a realização de:

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia de mamas.
  2. B) Punção aspirativa por agulha fina.
  3. C) Tomografia computadorizada de mama.
  4. D) Biópsia excisional de fragmento mamário.

Pérola Clínica

BI-RADS 0 → Avaliação incompleta → Necessita exames complementares (USG ou incidências extras).

Resumo-Chave

A classificação BI-RADS 0 indica um achado inconclusivo na mamografia, exigindo comparação com exames anteriores ou complementação com ultrassonografia ou novas incidências para definição de conduta.

Contexto Educacional

O sistema BI-RADS (Breast Imaging-Reporting and Data System) padroniza os laudos de imagem da mama para reduzir ambiguidades. A categoria 0 é comum em programas de rastreamento, onde uma assimetria focal ou distorção arquitetural não é totalmente caracterizada. A escolha entre ultrassonografia e novas incidências mamográficas depende da natureza do achado e da densidade mamária da paciente. Somente após a complementação, o achado será reclassificado em categorias de 1 a 6, determinando se a conduta será rotina, controle precoce ou biópsia.

Perguntas Frequentes

O que significa BI-RADS 0?

Significa uma avaliação incompleta, onde os achados mamográficos não permitem uma conclusão definitiva, necessitando de exames de imagem adicionais (como ultrassonografia ou incidências mamográficas extras) ou comparação com exames anteriores para uma classificação final.

Qual o próximo passo após BI-RADS 0?

O próximo passo é a complementação diagnóstica. Se o achado for uma assimetria ou nódulo, a ultrassonografia é frequentemente utilizada. Se forem microcalcificações, incidências mamográficas com compressão e magnificação são preferíveis.

Quando a USG é preferível à mamografia complementar?

A ultrassonografia é excelente para diferenciar lesões sólidas de císticas, avaliar mamas densas em pacientes jovens e caracterizar nódulos palpáveis que não foram bem visualizados na mamografia inicial devido à sobreposição de tecido.

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