PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Paciente de 65 anos, sexo masculino, comparece ao consultório trazendo o resultado de exame de ultrassonografia do abdome que foi realizada para controle de cálculo renal, cujo resultado evidenciou nódulo hipoecogênico localizado no lobo esquerdo do fígado, de 3,2cm de diâmetro. O laudo do ultrassonografista sugere hemangioma. Durante a consulta, o paciente não manifestou nenhuma queixa e relatou que ingere bebidas alcoólicas quase diariamente há vários anos. Em relação a essa situação, qual deve ser a conduta MAIS ADEQUADA neste momento?
Nódulo hepático incidental em paciente com fatores de risco (alcoolismo) → investigar CHC com imagem contrastada e marcadores tumorais.
Embora o ultrassonografista sugira hemangioma, a presença de um nódulo hepático em um paciente com histórico de etilismo crônico (fator de risco para doença hepática crônica e CHC) exige investigação mais aprofundada para excluir malignidade, como o carcinoma hepatocelular. Exames de imagem com contraste e marcadores tumorais são essenciais.
A descoberta de um nódulo hepático incidental é um achado comum em exames de imagem abdominais. Embora a maioria das lesões hepáticas focais seja benigna, como hemangiomas, a presença de fatores de risco para doença hepática crônica e carcinoma hepatocelular (CHC) exige uma investigação aprofundada para excluir malignidade. O etilismo crônico é um fator de risco significativo para cirrose e, consequentemente, para CHC. A ultrassonografia é frequentemente o primeiro exame a identificar um nódulo, mas sua capacidade de caracterização é limitada. Um nódulo hipoecogênico pode ser um hemangioma, mas também pode ser um CHC, metástase ou outra lesão. Portanto, a sugestão do ultrassonografista de hemangioma não é conclusiva, especialmente em um paciente de risco. A conduta mais adequada envolve a realização de exames de imagem mais específicos, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética com contraste venoso, que permitem uma caracterização mais detalhada do nódulo e a detecção de padrões de realce típicos de CHC ou outras lesões. Além disso, exames laboratoriais para avaliar a função hepática e a dosagem de alfa-fetoproteína (AFP), um marcador tumoral para CHC, são fundamentais para a estratificação de risco e o planejamento da conduta subsequente.
Os principais fatores de risco incluem cirrose hepática de qualquer etiologia (hepatites virais B e C, doença hepática gordurosa não alcoólica, doença hepática alcoólica), hemocromatose e deficiência de alfa-1 antitripsina.
A ultrassonografia é um excelente método de triagem, mas sua capacidade de caracterização tecidual é limitada. Nódulos hipoecogênicos podem corresponder a diversas lesões, benignas ou malignas, exigindo exames com contraste para uma diferenciação mais precisa.
A AFP é um marcador tumoral que pode estar elevado em casos de carcinoma hepatocelular. Embora não seja diagnóstica por si só, sua dosagem é útil no contexto de avaliação de nódulos hepáticos, especialmente em pacientes de risco.
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