UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Uma mulher de 39 anos apresenta um nódulo hepático, em segmento V de aproximadamente 6cm. À tomografia, observa-se que essa lesão é hipercaptante de contraste na fase arterial. A melhor conduta para a paciente é
Nódulo hepático > 5cm, hipercaptante na fase arterial em mulher jovem → considerar adenoma ou CHC, hepatectomia segmentar é a melhor conduta.
Um nódulo hepático de 6cm, hipercaptante na fase arterial em uma mulher de 39 anos, levanta a suspeita de lesões hipervasculares como adenoma hepático, carcinoma hepatocelular (CHC) ou mesmo hiperplasia nodular focal (HNF) atípica. Devido ao tamanho e características, a hepatectomia segmentar é a conduta mais apropriada, especialmente para adenomas com risco de sangramento ou malignização, ou para CHC.
Nódulos hepáticos são achados comuns na prática clínica, e sua investigação é fundamental para diferenciar lesões benignas de malignas. A tomografia computadorizada ou ressonância magnética com contraste dinâmico são essenciais para caracterizar essas lesões. Um nódulo hipercaptante na fase arterial sugere uma lesão com suprimento sanguíneo arterial predominante, o que inclui condições como carcinoma hepatocelular (CHC), adenoma hepático, hiperplasia nodular focal (HNF) e hemangioma. Em mulheres jovens, o adenoma hepático é uma consideração importante, especialmente se houver uso de contraceptivos orais. Adenomas maiores que 5 cm têm risco aumentado de sangramento e transformação maligna, justificando a ressecção cirúrgica. O carcinoma hepatocelular, embora mais comum em pacientes com cirrose, pode ocorrer em fígados não cirróticos, e sua suspeita requer uma abordagem agressiva. A hiperplasia nodular focal é benigna e geralmente não requer tratamento, mas pode ter apresentação atípica. A conduta para um nódulo hepático hipercaptante depende de suas características de imagem, tamanho, sintomas e fatores de risco do paciente. Para lesões grandes (>5cm) com características sugestivas de adenoma ou CHC, a hepatectomia segmentar é frequentemente a melhor opção, pois oferece diagnóstico definitivo e tratamento curativo, minimizando os riscos associados à biópsia em lesões hipervasculares. A decisão deve ser individualizada e, idealmente, discutida em equipe multidisciplinar.
As principais causas de nódulos hepáticos hipercaptantes na fase arterial incluem carcinoma hepatocelular (CHC), adenoma hepático, hiperplasia nodular focal (HNF), hemangioma hepático e metástases hipervasculares (ex: de tumores neuroendócrinos, carcinoma renal, melanoma). A diferenciação entre eles é crucial para a conduta.
A hepatectomia segmentar é indicada para nódulos hepáticos com alto risco de malignidade (como CHC), adenomas grandes (>5cm) devido ao risco de sangramento e transformação maligna, ou quando há incerteza diagnóstica e a biópsia não é conclusiva ou segura. É o tratamento curativo para muitas lesões primárias e metastáticas.
A biópsia hepática tem um papel limitado em nódulos hipercaptantes, especialmente se há forte suspeita de adenoma ou CHC em pacientes com cirrose, onde as características de imagem podem ser diagnósticas. Em lesões grandes e hipervasculares, a biópsia pode ter risco de sangramento e, em caso de malignidade, de disseminação. É mais indicada para lesões atípicas ou quando o diagnóstico por imagem é inconclusivo e a cirurgia não é a primeira opção.
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