FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2021
O exame de maior acurácia para o diagnóstico diferencial de nódulos hepáticos é:
Nódulo hepático → RM com contraste hepatoespecífico = maior acurácia para diagnóstico diferencial.
A Ressonância Nuclear Magnética (RM) com contraste hepatoespecífico é considerada o exame de maior acurácia para a caracterização e diagnóstico diferencial de nódulos hepáticos, pois permite uma avaliação detalhada da vascularização e da captação do contraste pelas células hepáticas, diferenciando lesões benignas de malignas.
A detecção de nódulos hepáticos é um achado comum em exames de imagem e representa um desafio diagnóstico significativo, especialmente em pacientes com doença hepática crônica ou fatores de risco para malignidade. O diagnóstico diferencial abrange desde lesões benignas (hemangioma, hiperplasia nodular focal, adenoma) até malignas (hepatocarcinoma, metástases). A Ressonância Nuclear Magnética (RM) com contraste hepatoespecífico (como o gadoxético) é o exame de maior acurácia para a caracterização dessas lesões. Sua fisiopatologia reside na capacidade do contraste de ser captado pelos hepatócitos funcionantes, permitindo a diferenciação de lesões com base em sua composição celular e vascularização em diferentes fases (arterial, portal, tardia e hepatobiliar). A correta caracterização dos nódulos hepáticos é fundamental para definir a conduta, que pode variar desde acompanhamento, ablação, ressecção cirúrgica ou transplante. A escolha do exame de imagem e a interpretação adequada são cruciais para evitar biópsias desnecessárias ou atrasos no tratamento de lesões malignas.
O contraste hepatoespecífico (ex: gadoxético) é captado pelos hepatócitos, permitindo a avaliação da função hepatocelular e a diferenciação entre lesões com hepatócitos funcionantes (ex: hiperplasia nodular focal) e lesões sem (ex: metástases, hepatocarcinoma).
A RM com contraste hepatoespecífico geralmente oferece maior acurácia diagnóstica do que a TC com contraste, especialmente para lesões menores ou atípicas, devido à sua melhor resolução de contraste e capacidade de avaliar a captação hepatocelular.
A suspeita de malignidade aumenta com fatores de risco como cirrose, infecção por hepatites virais, histórico de câncer, e achados de imagem como realce arterial e washout na fase portal/tardia, além de crescimento da lesão.
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