Níveis de Prevenção: HIV, Diagnóstico e Tratamento

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 25 anos de idade realizou exames de check‑up na UBS. Não relatou queixas e negou tabagismo. Ele relatou uso de cocaína inalatória e relações bissexuais. O resultado da sorologia para HIV foi reagente. O paciente foi, então, encaminhado ao centro de referência e testagem para avaliação e acompanhamento. Após a confirmação laboratorial da sorologia, foi prescrita terapia antirretroviral para pessoa vivendo com HIV a fim de se evitar a progressão da doença. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta os tipos de prevenção realizados no caso desse paciente.

Alternativas

  1. A) prevenção primária e secundária
  2. B) prevenção secundária e terciária
  3. C) prevenção terciária e quaternária
  4. D) prevenção primária e terciária
  5. E) prevenção primária e quaternária

Pérola Clínica

Rastreamento/diagnóstico precoce de doença assintomática = Prevenção Secundária. Tratamento para evitar complicações/progressão = Prevenção Terciária.

Resumo-Chave

A prevenção secundária visa detectar a doença em seu estágio inicial (ex: sorologia de check-up). A prevenção terciária atua sobre a doença já estabelecida para reduzir o dano e reabilitar o paciente (ex: TARV para evitar a AIDS e infecções oportunistas).

Contexto Educacional

Os níveis de prevenção em saúde, propostos por Leavell e Clark, são um conceito fundamental em saúde pública e medicina preventiva, classificando as intervenções com base em seu objetivo na história natural de uma doença. São divididos em prevenção primária, secundária, terciária e, mais recentemente, quaternária. A prevenção secundária foca no diagnóstico e tratamento precoces de uma doença, idealmente em sua fase assintomática, para curá-la ou retardar sua progressão. O rastreamento (screening) é a principal ferramenta da prevenção secundária. No caso apresentado, a realização da sorologia para HIV em um check-up, que levou ao diagnóstico, é um exemplo clássico de prevenção secundária. A prevenção terciária entra em ação quando a doença já está clinicamente estabelecida. Seu objetivo é reduzir o impacto da doença, prevenir complicações, incapacidades e morte prematura, além de promover a reabilitação do paciente. A prescrição da terapia antirretroviral (TARV) para uma pessoa vivendo com HIV é um exemplo de prevenção terciária, pois visa controlar a doença, evitar a progressão para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e suas comorbidades, melhorando a sobrevida e a qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a prevenção secundária no caso do HIV?

A prevenção secundária é caracterizada pelo diagnóstico precoce da infecção em indivíduos assintomáticos ou oligossintomáticos, através do rastreamento sorológico. O objetivo é identificar a doença antes que ela progrida para estágios avançados (AIDS).

Por que o início da terapia antirretroviral (TARV) é considerado prevenção terciária?

A TARV é prevenção terciária porque é aplicada a um paciente com a doença já instalada. Seu objetivo é reduzir o dano, controlar a replicação viral, prevenir a progressão para AIDS, evitar infecções oportunistas e melhorar a qualidade e expectativa de vida.

Quais seriam exemplos de prevenção primária e quaternária para o HIV?

Prevenção primária inclui ações para evitar a aquisição do vírus, como educação sexual, uso de preservativos e Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). Prevenção quaternária seria evitar intervenções desnecessárias, como exames invasivos ou tratamentos com alta toxicidade sem benefício comprovado para o paciente.

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