FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2016
As doenças cardiovasculares representam a maior causa de mortes no Brasil. Estima- se que o número de portadores de diabetes e hipertensão é de 23 milhões. Aproximadamente 1.700.000 pessoas têm doença renal crônica (DRC), sendo o diabetes e a hipertensão arterial responsáveis por 62,1% dos diagnósticos primários dos indivíduos submetidos à diálise. As doenças cardiovasculares respondem por 35% das mortes no Brasil. Conhecendo a História Natural da hipertensão arterial relacione as medidas a serem adotadas com os seus respectivos níveis de prevenção?
Prevenção Primária: evitar doença; Secundária: diagnóstico precoce/tratamento; Terciária: reabilitação/minimizar sequelas.
A prevenção em saúde pública é dividida em níveis. A primária atua antes da doença, a secundária na fase inicial para evitar progressão, e a terciária após a doença estabelecida para reabilitar e reduzir sequelas.
A história natural da doença e os níveis de prevenção são conceitos fundamentais em saúde pública e clínica médica. A prevenção primária visa evitar o surgimento da doença, atuando sobre fatores de risco antes que a patologia se instale. Isso inclui promoção de hábitos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada e atividade física, e combate à obesidade, que são cruciais para a hipertensão. A prevenção secundária foca na detecção precoce e no tratamento oportuno da doença, visando interromper sua progressão ou minimizar seus efeitos. Para a hipertensão, isso se traduz em campanhas de rastreamento com aferição regular da pressão arterial e o início da terapia anti-hipertensiva quando o diagnóstico é confirmado, controlando os níveis pressóricos para evitar danos a órgãos-alvo. A prevenção terciária atua quando a doença já está estabelecida e causou danos, buscando reabilitar o paciente e reduzir o impacto das sequelas. No contexto da hipertensão, isso envolve a reabilitação de pacientes que sofreram um acidente vascular encefálico (AVE) ou o manejo de complicações como a doença renal crônica terminal, que pode necessitar de diálise, visando melhorar a qualidade de vida e prevenir novas complicações.
As medidas de prevenção primária incluem alimentação saudável, combate à obesidade, estímulo à atividade física e cessação do tabagismo, visando evitar o surgimento da doença.
A prevenção secundária foca no diagnóstico precoce e tratamento da hipertensão, como o rastreamento através da aferição regular da pressão arterial e o início da terapia medicamentosa quando indicada.
A prevenção terciária busca minimizar as sequelas e complicações de doenças já estabelecidas, como a reabilitação de pacientes pós-AVE ou o tratamento de insuficiência renal com diálise.
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