FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2020
A Equipe de Gestão da Saúde do município X está preocupada com o aumento de casos de sífilis congênita. Foram realizadas capacitações das Equipes de Saúde das Unidades Básicas de Saúde para seguimento do Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (PCDT – IST). Dentre as medidas recomendadas para a prevenção e controle das IST identifica-se ações que são importantes para a prevenção e controle da Sífilis Congênita como:1) orientação em saúde sexual e reprodutiva;2) diagnóstico precoce de sífilis com testagem da gestante de rotina durante o pré-natal (na 1a consulta e no 3o trimestre de gestação/28a semana de gestação) e no momento do parto; 3) dispensação de preservativo masculino ou feminino;4) tratamento oportuno da sífilis na gestação com penicilina benzatina; Qual das alternativas abaixo relaciona os respectivos níveis de prevenção segundo as ações recomendadas?
Prevenção sífilis congênita: Primária (orientação, preservativo), Secundária (diagnóstico precoce, tratamento gestante).
A prevenção primária visa evitar a doença antes que ela ocorra, enquanto a prevenção secundária busca o diagnóstico e tratamento precoce para impedir a progressão ou complicações. Na sífilis congênita, ambas são cruciais para a saúde materno-infantil.
A sífilis congênita é uma condição grave e evitável, resultante da transmissão vertical da sífilis materna não tratada ou inadequadamente tratada. Sua prevenção é um pilar fundamental da saúde pública e da atenção primária, exigindo uma abordagem multifacetada que envolve educação, diagnóstico precoce e tratamento eficaz. A compreensão dos níveis de prevenção é essencial para a implementação de estratégias de saúde pública. A prevenção primária visa evitar o surgimento da doença, como a orientação em saúde sexual e a distribuição de preservativos. Já a prevenção secundária foca na detecção e tratamento precoce para impedir a progressão da doença ou o desenvolvimento de complicações, como o rastreamento da sífilis na gestação e o tratamento imediato com penicilina benzatina. A distinção entre esses níveis é crucial para o planejamento e a execução de programas de saúde eficazes. O manejo adequado da sífilis na gestação, seguindo os protocolos clínicos, é a chave para erradicar a sífilis congênita. Isso inclui a testagem em momentos estratégicos do pré-natal e no parto, garantindo que todas as gestantes infectadas recebam o tratamento adequado. A falha em qualquer uma dessas etapas pode resultar em desfechos adversos para o recém-nascido, reforçando a importância da vigilância e da capacitação das equipes de saúde.
Os níveis de prevenção são primária (evitar a doença), secundária (diagnóstico e tratamento precoce), terciária (reabilitação) e quaternária (evitar iatrogenia).
A testagem de sífilis na gestante (1ª consulta, 3º trimestre, parto) é uma medida de prevenção secundária, pois busca o diagnóstico precoce para tratamento e interrupção da transmissão vertical.
O tratamento oportuno com penicilina benzatina é crucial para prevenir a sífilis congênita, sendo uma ação de prevenção secundária que impede a progressão da doença para o feto.
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