FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2016
Paciente de 78 anos de idade, hipertensa e diabética, sofreu acidente cerebrovascular isquêmico, apresentando hemiparesia. Nesse caso, o programa de reabilitação física (neurológica) indicado para essa paciente, corresponde ao(s) seguinte(s) nível(is) de prevenção:
Reabilitação pós-AVC (hemiparesia) = Prevenção Terciária, focada em minimizar sequelas e restaurar função.
A prevenção terciária visa reduzir o impacto de uma doença já estabelecida, minimizando suas sequelas e melhorando a qualidade de vida. No caso de um AVC com hemiparesia, a reabilitação física se encaixa perfeitamente, pois busca restaurar funções e prevenir incapacidades adicionais.
Os níveis de prevenção em saúde são conceitos fundamentais na medicina, orientando as estratégias de intervenção em diferentes fases do processo saúde-doença. A prevenção primária visa evitar o surgimento da doença, a secundária busca o diagnóstico e tratamento precoce, e a terciária foca na reabilitação e minimização de sequelas de uma doença já estabelecida. No caso de um paciente que sofreu um Acidente Cerebrovascular Isquêmico (AVC) e desenvolveu hemiparesia, a doença já está instalada e causou danos. O programa de reabilitação física neurológica, nesse contexto, tem como objetivo restaurar ao máximo a função perdida, prevenir complicações secundárias (como contraturas ou úlceras de pressão) e melhorar a qualidade de vida do paciente, o que caracteriza claramente uma ação de prevenção terciária. A reabilitação pós-AVC é um processo multidisciplinar e contínuo, essencial para otimizar a recuperação funcional e a reintegração social. Compreender a distinção entre os níveis de prevenção é crucial para planejar intervenções eficazes e direcionar os recursos de saúde de forma apropriada, tanto na prática clínica quanto em políticas de saúde pública.
Os níveis são: primária (promoção da saúde e proteção específica para evitar a doença), secundária (diagnóstico precoce e tratamento imediato para deter a progressão) e terciária (reabilitação e limitação de danos após a doença estabelecida).
O objetivo é minimizar as incapacidades resultantes do AVC, otimizar a função física e cognitiva, melhorar a qualidade de vida e reintegrar o paciente à sociedade, prevenindo complicações secundárias e promovendo a máxima autonomia possível.
As intervenções incluem fisioterapia (para força, equilíbrio e marcha), terapia ocupacional (para atividades de vida diária e reinserção social), fonoaudiologia (para fala e deglutição) e, por vezes, terapia cognitiva e suporte psicológico, em uma abordagem multidisciplinar.
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