SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
D. Rosa, 64 anos, diabética e com descontrole pressórico, veio para a consulta de rotina na USF. Relata ao médico que é acompanhada pelo endocrinologista e pelo cardiologista da Policlínica, mas que não sabe como anda sua glicose, pois apareceu uma ferida na sua perna que não quer cicatrizar. O médico fez o exame minucioso do pé e do ferimento, solicitou exames de rotina, prescreveu medicações para D. Rosa, encaminhou- a ao cirurgião vascular e marcou seu retorno. Após a consulta, o médico conversou com a ACS sobre a importância de acompanhar o agendamento e a realização dos exames e da consulta de D. Rosa, bem como realizar visitas domiciliares. Solicitou ao enfermeiro que orientasse sobre os cuidados com os pés e o ferimento da perna de D. Rosa. Registrou o caso para seu acompanhamento pessoal, incluindo os nomes dos colegas para que pudesse entrar e conversar sobre as condutas a serem indicadas. Tomando como referência os níveis de prevenção descritos por Leavell e Clark, que propuseram o modelo da História Natural da Doença, as orientações dadas sobre os cuidados com o pé do diabético e com o tratamento do ferimento da perna podem ser associados, respectivamente, aos seguintes tipos de prevenção:
Cuidados com pés diabéticos e tratamento de feridas = Prevenção Secundária (diagnóstico/tratamento precoce).
A prevenção secundária foca no diagnóstico e tratamento precoce de uma doença já instalada ou de suas complicações, visando interromper sua progressão. Os cuidados com os pés diabéticos visam identificar e tratar lesões precocemente, e o tratamento da ferida já existente é uma intervenção para controlar a doença.
Os níveis de prevenção, conforme descritos por Leavell e Clark no modelo da História Natural da Doença, são conceitos fundamentais em saúde pública e medicina preventiva. Compreender esses níveis é crucial para o planejamento de ações de saúde e para a prática clínica, especialmente em doenças crônicas como o diabetes mellitus. No caso de D. Rosa, que já é diabética e apresenta uma ferida na perna, as ações descritas se enquadram na prevenção secundária. A prevenção secundária tem como objetivo o diagnóstico e tratamento precoces de uma doença já instalada ou de suas complicações, a fim de limitar a sua progressão e evitar sequelas mais graves. As orientações sobre os cuidados com os pés do diabético visam identificar e intervir precocemente em qualquer alteração (neuropatia, vasculopatia, pequenas lesões) antes que evoluam para úlceras graves ou amputações. O tratamento do ferimento da perna, por sua vez, é uma intervenção direta sobre uma complicação já manifesta do diabetes, buscando sua cura e evitando agravamento. Ambas as ações, portanto, são exemplos clássicos de prevenção secundária, pois atuam em um estágio inicial da doença ou de suas complicações para modificar seu curso. A prevenção primária seria evitar o surgimento do diabetes, e a terciária seria a reabilitação após uma complicação grave, como uma amputação.
A prevenção secundária visa o diagnóstico e tratamento precoces de uma doença ou condição já estabelecida, a fim de limitar a sua progressão e evitar complicações mais graves.
Os cuidados com os pés diabéticos, incluindo exames regulares e orientações, são prevenção secundária porque buscam identificar e tratar precocemente lesões, neuropatias ou vasculopatias que já podem estar presentes devido ao diabetes, evitando úlceras e amputações.
A prevenção primária no diabetes seria evitar o desenvolvimento da doença (ex: dieta e exercício para prevenir DM2). A secundária é diagnosticar e tratar o diabetes e suas complicações (como a ferida na perna) precocemente, uma vez que a doença já está instalada.
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