ENARE/ENAMED — Prova 2022
Elza é residente do primeiro ano de Clínica Médica e acompanha, durante seu estágio na enfermaria, a internação de Paulo, 56 anos. Ele é hipertenso grave de longa data e tem instalada uma insuficiência cardíaca, NYHA classe III. Ela se lembra de seu avô José que também é hipertenso, mas, ao contrário de Paulo, é bem controlado e sem comprometimento significativo da sua funcionalidade. Ela conclui que, com resultados tão diversos, muitas ações preventivas provavelmente deixaram de existir ao longo do cuidado de Paulo. Dentre essas ações, ela lembra do controle no consumo de sal, da atividade física regular, do diagnóstico e manejo precoce do quadro de hipertensão arterial e, por fim, da otimização da terapia para controle da insuficiência cardíaca. Diante do caso, considerando a classificação de Leavell & Clark para a história natural da doença Insuficiência Cardíaca, assinale a alternativa correta.
Prevenção secundária = diagnóstico e tratamento precoce para evitar progressão da doença já instalada.
A classificação de Leavell & Clark organiza as ações de saúde na história natural da doença. A prevenção primária age antes da doença, a secundária no diagnóstico e tratamento precoce para evitar complicações, e a terciária na reabilitação de sequelas já estabelecidas.
A compreensão dos níveis de prevenção de Leavell & Clark é fundamental para a prática médica e para questões de residência, pois estrutura a abordagem da saúde pública e clínica. A história natural da doença descreve a evolução da doença sem intervenção, e os níveis de prevenção se inserem em diferentes fases dessa história para modificar seu curso. A prevenção primária ocorre no período pré-patogênico, antes da doença se instalar, com ações como promoção da saúde (atividade física, alimentação saudável) e proteção específica (vacinação). A prevenção secundária atua no período patogênico inicial, com o objetivo de detectar e tratar a doença precocemente para evitar sua progressão e complicações (ex: rastreamento de doenças, tratamento de hipertensão). A prevenção terciária, por sua vez, visa reduzir as sequelas e reabilitar o paciente após a doença já estar estabelecida, minimizando incapacidades (ex: fisioterapia pós-AVC, reabilitação cardíaca). Para residentes, é crucial identificar corretamente cada tipo de ação preventiva em diferentes cenários clínicos. No caso da insuficiência cardíaca, o controle de fatores de risco (sal, sedentarismo) é primário, o diagnóstico e tratamento precoce da hipertensão (fator de risco) é secundário, e a otimização da terapia para a IC já instalada também é secundária, visando evitar a progressão e descompensação da doença. A reabilitação cardíaca em pacientes com IC grave seria um exemplo de prevenção terciária.
Os níveis são: prevenção primária (promoção da saúde e proteção específica), prevenção secundária (diagnóstico e tratamento precoce, limitação do dano) e prevenção terciária (reabilitação).
A prevenção primária atua antes do surgimento da doença, visando evitar sua ocorrência (ex: vacinação, controle de sal). A secundária atua após o início da doença, buscando diagnóstico e tratamento precoce para impedir sua progressão ou complicações (ex: rastreamento de câncer, tratamento de hipertensão).
A otimização da terapia para insuficiência cardíaca já instalada é considerada prevenção secundária, pois visa controlar a doença, prevenir descompensações e limitar o dano, embora também possa ter aspectos terciários na reabilitação.
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