UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
Mulher, 55 anos de idade, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta com a Médica da Família e Comunidade. Durante a consulta, a paciente relata que se “descuidou da saúde” e não passa por consulta médica há três anos. Ao exame físico, a médica constata que a paciente está bem e pergunta a ela qual sua queixa principal. A mulher então solicita à médica o encaminhamento para a realização de mamografia com a finalidade de diagnosticar câncer. A paciente conta que sua vizinha recebeu o diagnóstico de câncer de mama há um mês, o que a deixou com medo de também estar doente. A paciente diz que sua última mamografia foi realizada há cinco anos e o resultado foi “normal”. Nega histórico de câncer na família. A médica, então, tranquiliza a paciente e faz o encaminhamento para a mamografia, justificando “rastreamento de câncer de mama”. Considerando os Níveis de Prevenção propostos por Leavell e Clark (2012), o rastreamento encontra-se estabelecido no âmbito da
Rastreamento (mamografia) = Prevenção Secundária, visa diagnóstico precoce e tratamento.
O rastreamento, como a mamografia para câncer de mama, é uma ação de Prevenção Secundária. Seu objetivo é detectar a doença em estágios iniciais, antes do aparecimento de sintomas, permitindo um tratamento mais eficaz e melhorando o prognóstico.
Os Níveis de Prevenção, propostos por Leavell e Clark, são um modelo fundamental para a compreensão das ações de saúde pública e clínica. Eles categorizam as intervenções em diferentes fases da história natural da doença. A prevenção secundária, foco desta questão, engloba as ações destinadas ao diagnóstico precoce e ao tratamento imediato de uma doença já instalada, mas ainda assintomática, visando interromper sua progressão e evitar complicações. O rastreamento de câncer de mama, realizado através da mamografia, é um exemplo clássico de prevenção secundária. Ele busca identificar lesões malignas em mulheres assintomáticas, permitindo que o tratamento seja iniciado em um estágio mais favorável, o que aumenta significativamente as chances de cura e melhora o prognóstico. A paciente da questão, mesmo sem queixas, busca o exame com o objetivo de "diagnosticar câncer", o que se alinha perfeitamente com o conceito de rastreamento. É crucial diferenciar a prevenção secundária da promoção de saúde (que visa melhorar as condições gerais de saúde) e da prevenção primária (que atua antes do surgimento da doença, como a vacinação ou a educação para hábitos saudáveis). A prevenção terciária, por sua vez, foca na reabilitação e na minimização das sequelas de uma doença já estabelecida. Compreender esses níveis é essencial para o planejamento de ações em saúde e para a prática clínica diária.
A prevenção primária visa evitar o surgimento da doença (ex: vacinação, hábitos saudáveis), enquanto a prevenção secundária busca detectar e tratar a doença em estágios iniciais, antes dos sintomas (ex: rastreamento, exames periódicos).
As recomendações variam, mas geralmente incluem mamografia bienal para mulheres de 50 a 69 anos, podendo ser individualizada para grupos de risco ou a partir dos 40 anos em alguns protocolos.
A prevenção terciária foca na reabilitação e na redução das complicações e sequelas de uma doença já estabelecida, visando melhorar a qualidade de vida e prevenir a incapacidade.
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