FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2018
O modelo da história natural das doenças (HNO) é um esquema concebido em função do grau de conhecimento da história natural de cada doença, e este apresenta três níveis de prevenção: primária, secundária e terciária. A cada um deles correspondem medidas preventivas, visando o controle individual ou coletivo da doença. Em relação aos níveis de prevenção relacionados à história natural da AIDS é CORRETO afirmar que:
Prevenção primária AIDS = evitar contágio (educação, preservativo, PrEP).
Ações educativas que visam informar a população sobre os mecanismos de transmissão do HIV e as formas de prevenção, como o uso de preservativos, são classicamente consideradas medidas de prevenção primária. O objetivo é evitar a ocorrência da doença em indivíduos saudáveis, antes que o contágio aconteça.
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), representa um desafio global de saúde pública. A compreensão da história natural da doença e dos níveis de prevenção é crucial para o controle da epidemia. A história natural das doenças descreve a evolução de uma doença na ausência de intervenção, e os níveis de prevenção (primária, secundária e terciária) são estratégias para intervir em diferentes fases desse processo. A prevenção primária tem como objetivo evitar a ocorrência da doença em indivíduos saudáveis. No contexto da AIDS, isso inclui ações que impedem o contágio pelo HIV, como campanhas de educação em saúde sobre os mecanismos de transmissão (sexual, sanguínea, vertical), incentivo ao uso de preservativos, distribuição de seringas estéreis para usuários de drogas injetáveis e a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). A prevenção secundária foca no diagnóstico precoce e tratamento para evitar a progressão da doença e suas complicações, como a testagem regular e o início da Terapia Antirretroviral (TARV) em pessoas infectadas. A prevenção terciária visa minimizar as sequelas e reabilitar indivíduos já doentes, melhorando sua qualidade de vida e prevenindo complicações tardias, como o acompanhamento em ambulatórios especializados e o tratamento de infecções oportunistas. Para residentes, é fundamental diferenciar esses níveis de prevenção para aplicar as estratégias corretas em cada cenário clínico e de saúde pública. Ações educativas para o público geral são a base da prevenção primária, capacitando as pessoas a tomar decisões informadas para proteger sua saúde e reduzir a incidência de novas infecções por HIV.
Prevenção primária visa evitar o contágio (ex: educação, preservativo); secundária busca o diagnóstico precoce e tratamento para evitar progressão da doença (ex: testagem, TARV); terciária foca na reabilitação e minimização de sequelas em doentes (ex: acompanhamento especializado, tratamento de comorbidades).
O uso de antirretrovirais como Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma forma de prevenção primária, pois evita o contágio em indivíduos não infectados. No entanto, o tratamento de pessoas já infectadas (TARV) é prevenção secundária, visando controlar a doença e reduzir a carga viral.
As principais estratégias incluem educação em saúde sobre a transmissão e prevenção, uso consistente de preservativos, testagem regular para HIV, Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Profilaxia Pós-Exposição (PEP).
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