SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2017
Paciente de 54 anos de idade apresenta paraparesia espástica tropical, doença causada pelo HTLV-1, e usa andador para deambular. A paciente faz fisioterapia motora três vezes por semana. Essa atividade é um exemplo do(s) seguinte(s) nível(is) de prevenção:
Fisioterapia em doença estabelecida → prevenção secundária (limitar dano) e terciária (reabilitação).
A fisioterapia motora em um paciente com doença já estabelecida (paraparesia espástica tropical) atua em dois níveis: prevenção secundária, ao limitar a progressão da incapacidade e evitar complicações, e prevenção terciária, ao reabilitar e maximizar a função residual, melhorando a qualidade de vida.
Os níveis de prevenção em saúde são conceitos fundamentais na medicina, categorizando as ações de saúde de acordo com o estágio da doença. A compreensão desses níveis é crucial para a prática clínica e para a formulação de políticas de saúde eficazes. A prevenção primária visa evitar o surgimento da doença, a secundária busca o diagnóstico e tratamento precoces para limitar a progressão, e a terciária foca na reabilitação e minimização das sequelas. No caso da paciente com paraparesia espástica tropical, uma doença crônica e já estabelecida, a fisioterapia motora desempenha um papel duplo. Ela se enquadra na prevenção secundária ao prevenir o agravamento da condição, como a progressão da fraqueza muscular, o desenvolvimento de contraturas e a perda total da capacidade de deambulação. Ao manter a mobilidade e a força muscular, a fisioterapia limita a incapacidade. Simultaneamente, a fisioterapia é um exemplo clássico de prevenção terciária, pois seu objetivo é reabilitar a paciente, otimizar sua função residual (uso do andador para deambular), melhorar sua qualidade de vida e promover a independência. Ela ajuda a paciente a conviver com a doença, minimizando o impacto das sequelas e maximizando seu potencial funcional.
A prevenção primária visa evitar o surgimento da doença (ex: vacinação); a secundária busca o diagnóstico precoce e tratamento para limitar a progressão (ex: rastreamento de câncer); e a terciária foca na reabilitação e minimização das sequelas de uma doença já estabelecida.
Na prevenção secundária, a fisioterapia atua limitando a progressão da doença e prevenindo complicações. Em casos como a paraparesia espástica, ela pode evitar a atrofia muscular, contraturas e perda de mobilidade.
Os objetivos da prevenção terciária são reabilitar o paciente, maximizar sua função residual, melhorar a qualidade de vida e reintegrá-lo socialmente, minimizando o impacto das sequelas da doença.
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