SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Madalena, 64 anos, vem à Unidade Básica de Saúde para renovar receita de medicamento para osteoporose e pedir ao médico para fazer radiografia de tórax pois está preocupada com câncer de pulmão. No momento, está assintomática. Nega dispneia ou tosse. É ex-tabagista, parou de fumar há 10 anos, fumou por 20 anos cerca de 1 carteira por dia (20 maços-ano). Apresenta história prévia de fratura do braço após queda da própria altura há 2 anos. Está em uso de alendronato 70 mg 1x por semana. (1) Prevenção primária; (2) Prevenção secundária;(3) Prevenção terciária; (4) Prevenção quaternária; (A) Não recomendar radiografia de tórax. (B) Recomendar vacina contra Influenza.(C) Indicar treinamento proprioceptivo para prevenir quedas.(D) Solicitar mamografia como rastreamento de câncer de mama. Analise as colunas acima e assinale a alternativa que apresenta a correta correlação entre os tipos de prevenção e as condutas do médico de Madalena.
Prevenção primária = evitar doença (vacina). Secundária = rastrear (mamografia). Terciária = reabilitar (treino proprioceptivo). Quaternária = evitar iatrogenia (não pedir exame desnecessário).
Os níveis de prevenção em saúde guiam as intervenções médicas. A prevenção primária visa evitar o surgimento da doença (ex: vacinação). A secundária busca o diagnóstico precoce (ex: rastreamento de câncer). A terciária foca na reabilitação e redução de sequelas de doenças já estabelecidas (ex: fisioterapia pós-fratura). A quaternária, por sua vez, busca evitar a iatrogenia e o excesso de medicalização, como não solicitar exames desnecessários ou ineficazes.
Os níveis de prevenção em saúde são conceitos fundamentais na medicina, orientando as ações de promoção da saúde e prevenção de doenças em diferentes estágios. A compreensão desses níveis é essencial para a prática clínica e para a formulação de políticas de saúde pública. A prevenção primária atua antes que a doença se instale, visando a promoção da saúde e a proteção específica, como campanhas de vacinação e educação para hábitos saudáveis. Seu objetivo é reduzir a incidência de novas doenças. A prevenção secundária concentra-se na detecção precoce e tratamento oportuno de doenças em indivíduos assintomáticos ou com sintomas iniciais, buscando evitar a progressão da doença e suas complicações. Exemplos incluem programas de rastreamento para câncer (mamografia, Papanicolau) e exames de rotina para hipertensão ou diabetes. A prevenção terciária, por sua vez, é aplicada quando a doença já está estabelecida, com o objetivo de minimizar as sequelas, prevenir incapacidades e promover a reabilitação, melhorando a qualidade de vida do paciente. Fisioterapia, reabilitação cardíaca e programas de controle de dor crônica são exemplos. Finalmente, a prevenção quaternária é um conceito mais recente e de crescente importância, que visa proteger os pacientes de intervenções médicas desnecessárias ou excessivas. Ela busca evitar a iatrogenia, o sobrediagnóstico e o sobretratamento, que podem gerar ansiedade, efeitos adversos e custos desnecessários. Um exemplo prático é a decisão de não realizar exames de rastreamento que não possuem evidência de benefício para determinada população ou que podem levar a falsos positivos e procedimentos invasivos desnecessários. Dominar esses conceitos permite ao residente uma abordagem mais integral e ética no cuidado ao paciente.
A prevenção primária visa evitar o surgimento de uma doença em indivíduos saudáveis, como a vacinação contra a gripe. A prevenção secundária busca o diagnóstico e tratamento precoces de uma doença já existente, mas ainda assintomática, como o rastreamento de câncer de mama com mamografia.
A prevenção terciária foca em reduzir o impacto de uma doença já estabelecida, minimizando suas sequelas e promovendo a reabilitação. Exemplos incluem fisioterapia após um AVC ou treinamento proprioceptivo para prevenir novas quedas em pacientes com histórico de fraturas por osteoporose.
A prevenção quaternária tem como objetivo proteger os indivíduos de intervenções médicas desnecessárias ou excessivas que possam causar mais danos do que benefícios (iatrogenia). Isso inclui evitar exames sem indicação clara, tratamentos superdimensionados ou medicalização de problemas não patológicos, como não recomendar uma radiografia de tórax para rastreamento de câncer de pulmão em um paciente sem indicação para tal exame.
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