Prevenção Terciária no HIV: O Papel do Preservativo

HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2020

Enunciado

O uso de preservativo por uma pessoa vivendo com HIV, em relação a si mesmo:

Alternativas

  1. A) Se constitui em uma medida de prevenção terciária.
  2. B) Se constitui em uma medida de prevenção primária.
  3. C) Se constitui em uma medida de prevenção secundária.
  4. D) Não se constitui em medida de prevenção.

Pérola Clínica

PVHIV + preservativo = prevenção terciária, evita reinfecção e transmissão de outras ISTs, otimiza qualidade de vida.

Resumo-Chave

Para uma pessoa vivendo com HIV (PVHIV), o uso de preservativo é considerado prevenção terciária. Isso porque a doença já está estabelecida, e o preservativo visa prevenir complicações (como reinfecção por cepas diferentes do HIV), a transmissão de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida e o prognóstico.

Contexto Educacional

Os níveis de prevenção em saúde pública são categorizados em primária, secundária e terciária, baseando-se na história natural da doença. A prevenção primária atua antes do início da doença, visando evitar sua ocorrência. A prevenção secundária foca no diagnóstico precoce e tratamento oportuno para deter a progressão da doença. Já a prevenção terciária é aplicada quando a doença já está estabelecida, com o objetivo de reduzir o impacto das sequelas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida. No contexto do HIV, para uma pessoa que já vive com o vírus (PVHIV), o uso de preservativo se enquadra na prevenção terciária. Embora o preservativo seja uma medida clássica de prevenção primária para pessoas soronegativas (evitando a infecção inicial), para a PVHIV, ele serve a outros propósitos cruciais. Primeiramente, previne a reinfecção por outras cepas do HIV, o que pode ter implicações na progressão da doença e na resposta ao tratamento. Além disso, o preservativo é fundamental para evitar a aquisição e a transmissão de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), que podem ser mais graves em indivíduos imunocomprometidos. Ao prevenir essas complicações e coinfecções, o uso consistente do preservativo contribui diretamente para a manutenção da saúde, a melhoria da qualidade de vida e a otimização do prognóstico da pessoa vivendo com HIV, caracterizando-se como uma intervenção de prevenção terciária.

Perguntas Frequentes

O que é prevenção terciária no contexto do HIV?

Prevenção terciária no HIV refere-se a medidas tomadas por pessoas já infectadas para evitar complicações da doença, melhorar a qualidade de vida, prevenir a reinfecção por outras cepas do vírus e evitar a transmissão de outras ISTs.

Por que o uso de preservativo por uma PVHIV é considerado prevenção terciária?

É terciária porque a infecção pelo HIV já está estabelecida. O preservativo, neste caso, previne a reinfecção por diferentes cepas do HIV, a aquisição de outras ISTs e a transmissão do HIV para parceiros, otimizando o manejo da doença e a saúde geral do indivíduo.

Quais são os outros níveis de prevenção relacionados ao HIV?

A prevenção primária inclui medidas para evitar a infecção inicial (ex: uso de preservativo por soronegativos, PrEP). A prevenção secundária envolve o diagnóstico precoce e tratamento para impedir a progressão da doença (ex: testagem regular para HIV, início da TARV).

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