Níveis de DeLancey: Entendendo o Suporte Vaginal

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022

Enunciado

A sustentação da vagina se dá pela interação dos músculos e ligamentos do assoalho pélvico. Em 1992, DeLancey descreveu três níveis de sustentação do tecido conectivo vaginal, que auxiliam no entendimento dessa sustentação e suas disfunções. A respeito dos níveis de DeLancey, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) O nível 1 consiste na sustentação do ápice da vagina, sendo os principais responsáveis o músculo bulboesponjoso e o ligamento sacroespinhal.
  2. B) O nível 2 consiste na sustentação da porção média vaginal, que é fixada às paredes pélvicas pelo tecido conectivo chamado fáscia endopélvica.
  3. C) O nível 3, ou eixo de fusão, é a sustentação do terço distal, que corresponde ao músculo pubovaginal, membrana perineal e ligamento uterossacro.
  4. D) Defeitos do nível 1 acarretam disfunções de prolapso de compartimento anterior.
  5. E) Defeitos do nível 2 acarretam disfunções de prolapso do compartimento posterior.

Pérola Clínica

Nível 2 de DeLancey → sustentação da porção média da vagina pela fáscia endopélvica, fixando-a às paredes pélvicas.

Resumo-Chave

Os níveis de DeLancey descrevem a anatomia funcional do suporte vaginal. O Nível 2 é crucial para a sustentação da porção média da vagina, onde a fáscia endopélvica a fixa lateralmente às paredes pélvicas (arco tendíneo da fáscia pélvica). Defeitos nesse nível estão frequentemente associados a prolapsos do compartimento anterior (cistocele).

Contexto Educacional

O sistema de DeLancey, proposto em 1992, é um modelo anatômico e funcional que descreve os três níveis de sustentação do tecido conectivo vaginal, essenciais para a compreensão da anatomia do assoalho pélvico e da fisiopatologia do prolapso de órgãos pélvicos (POP). Este modelo simplifica a complexidade das interações entre músculos, fáscias e ligamentos, sendo fundamental para o diagnóstico e tratamento das disfunções do assoalho pélvico. O Nível 1 refere-se à sustentação apical da vagina, sendo os principais responsáveis os ligamentos uterossacros e cardinais, que fixam o colo uterino e a cúpula vaginal ao sacro e às paredes laterais da pelve, respectivamente. Defeitos neste nível resultam em prolapso uterino ou de cúpula vaginal. O Nível 2 corresponde à sustentação da porção média da vagina, onde a fáscia endopélvica se fixa lateralmente às paredes pélvicas através do arco tendíneo da fáscia pélvica. A integridade deste nível é crucial para prevenir o prolapso do compartimento anterior (cistocele). O Nível 3, ou eixo de fusão, é a sustentação do terço distal da vagina, envolvendo o corpo perineal, a membrana perineal e os músculos do assoalho pélvico, como o pubovaginal. Este nível é vital para a integridade do introito vaginal e para o suporte do compartimento posterior (retocele) e anterior distal (uretrocele). A avaliação dos defeitos em cada um desses níveis é crucial para o planejamento cirúrgico e a correção eficaz dos prolapsos.

Perguntas Frequentes

Quais são os três níveis de sustentação vaginal descritos por DeLancey?

O Nível 1 é o suporte apical (ligamentos uterossacros e cardinais), o Nível 2 é o suporte médio (fáscia endopélvica lateral) e o Nível 3 é o suporte distal (corpo perineal, membrana perineal e músculos do assoalho pélvico).

Qual a importância da fáscia endopélvica no Nível 2 de DeLancey?

A fáscia endopélvica, através de suas fixações laterais (paravaginais) ao arco tendíneo da fáscia pélvica, é o principal componente do Nível 2, fornecendo suporte lateral à porção média da vagina e prevenindo prolapsos anteriores.

Que tipo de prolapso está associado a defeitos no Nível 1 de DeLancey?

Defeitos no Nível 1 de DeLancey resultam em prolapso apical, como prolapso uterino ou prolapso da cúpula vaginal após histerectomia, que pode levar a prolapsos de outros compartimentos.

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