CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Com relação ao tratamento do nistagmo com posição excêntrica de bloqueio:
Cirurgia no nistagmo → move zona de bloqueio para posição primária → ↓ torcicolo ocular.
O tratamento cirúrgico visa deslocar a zona de menor intensidade do nistagmo (bloqueio) para a posição primária, eliminando a necessidade de inclinação compensatória da cabeça.
O nistagmo é uma oscilação rítmica e involuntária dos olhos. Em muitos casos de nistagmo congênito, existe uma direção do olhar onde a amplitude e a frequência das oscilações diminuem drasticamente, permitindo uma melhor acuidade visual; esta é a chamada zona de nulo ou posição de bloqueio. Se essa zona for lateralizada, o paciente girará a cabeça para o lado oposto para manter os olhos naquela posição de maior estabilidade. A técnica cirúrgica clássica envolve o 'recuo e ressecção' dos músculos horizontais de ambos os olhos, movendo os olhos em direção ao torcicolo. Por exemplo, se o paciente vira a cabeça para a direita, a zona de bloqueio está em levoversão (olhar para a esquerda); a cirurgia deve então 'girar' os olhos para a direita para que a zona de bloqueio coincida com o olhar frontal.
O objetivo principal da cirurgia de Kestenbaum-Anderson é deslocar a 'zona de nulo' ou ponto de bloqueio do nistagmo, que se encontra em uma posição excêntrica, para a posição primária do olhar (olhar direto para frente). Ao fazer isso, o paciente deixa de precisar inclinar ou girar a cabeça (torcicolo ocular) para alcançar a posição de melhor acuidade visual, melhorando a estética e prevenindo problemas cervicais crônicos.
Não, a cirurgia não elimina o nistagmo, que é um distúrbio do controle motor ocular. O procedimento atua na mecânica muscular para que o menor grau de oscilação ocorra quando os olhos estão centralizados. Embora possa haver uma redução subjetiva na percepção da oscilação pela melhora do posicionamento, a patologia neurológica ou sensorial subjacente permanece.
A indicação cirúrgica ocorre principalmente quando o paciente apresenta um torcicolo ocular significativo (posição viciosa da cabeça) para compensar a zona de bloqueio excêntrica. Também é considerada quando a acuidade visual na posição primária é significativamente inferior à acuidade na zona de bloqueio, impactando a qualidade de vida e o desenvolvimento visual da criança.
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