Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
O uso da nifedipina em trabalho de parto prematuro é contra-indicado para pacientes com diagnóstico de
Nifedipina tocolítica é contraindicada ou exige cautela em hipertensão arterial devido ao risco de hipotensão.
A nifedipina, um tocolítico, possui efeito vasodilatador. Em pacientes com hipertensão arterial, seu uso pode levar a uma hipotensão grave e descontrolada, sendo uma contraindicação importante ou exigindo monitoramento rigoroso.
O trabalho de parto prematuro (TPP) é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. O manejo do TPP envolve o uso de tocolíticos, medicamentos que inibem as contrações uterinas, com o objetivo de prolongar a gestação e permitir a administração de corticoides para a maturação pulmonar fetal. A nifedipina é um dos tocolíticos mais utilizados devido à sua eficácia e perfil de segurança. A nifedipina pertence à classe dos bloqueadores dos canais de cálcio. Sua ação tocolítica ocorre pelo relaxamento da musculatura lisa uterina, que depende do influxo de cálcio para a contração. Além de seu efeito no útero, a nifedipina também causa vasodilatação periférica, o que pode levar à diminuição da pressão arterial. As contraindicações para o uso da nifedipina como tocolítico incluem condições que podem ser agravadas pela hipotensão, como choque cardiogênico, estenose aórtica grave e, notavelmente, hipertensão arterial grave ou descompensada, especialmente se a paciente já estiver em uso de outros anti-hipertensivos. O risco é de uma queda abrupta e perigosa da pressão arterial materna, comprometendo a perfusão placentária e o bem-estar fetal. Outras contraindicações relativas incluem diabetes mellitus descompensado e doenças cardíacas.
A nifedipina é um bloqueador dos canais de cálcio que atua relaxando a musculatura lisa uterina, inibindo as contrações e, assim, prolongando a gestação em casos de trabalho de parto prematuro.
Embora a nifedipina seja um anti-hipertensivo, seu uso como tocolítico em pacientes já hipertensas, especialmente se em uso de outros anti-hipertensivos, pode causar uma queda excessiva e perigosa da pressão arterial, levando à hipotensão materna e comprometimento da perfusão placentária.
Os efeitos colaterais mais comuns incluem cefaleia, rubor facial, tontura, náuseas e hipotensão. É crucial monitorar a pressão arterial materna durante a administração para evitar complicações.
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