NIC III (HSIL): Diagnóstico e Conduta Essencial

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 45 anos, G6P6A0, apresenta exame colpocitológico mostrando lesão intraepitelial cervical de alto grau (NIC III). Qual alternativa correta?

Alternativas

  1. A) Como tem prole definida, então deverá ser submetida à histerectomia total.
  2. B) Fazer colposcopia e biópsia de colo uterino.
  3. C) Orientar parentes de primeiro grau quanto ao maior risco de lesão de colo uterino.
  4. D) Deverá repetir o exame colpocitológico em 06 meses. Caso a lesão persista, então será indicado tratamento.
  5. E) Deverá realizar USG transvaginal para avaliar cavidade endometrial.

Pérola Clínica

Colpocitologia com NIC III (HSIL) → Colposcopia com biópsia para confirmação histopatológica e exclusão de invasão.

Resumo-Chave

Um resultado de colpocitologia indicando NIC III (lesão intraepitelial cervical de alto grau ou HSIL) é uma condição pré-maligna que exige investigação imediata. A conduta padrão é realizar uma colposcopia, que permite a visualização detalhada do colo uterino, seguida de biópsia das áreas suspeitas para confirmação histopatológica e exclusão de câncer invasivo.

Contexto Educacional

A Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau III (NIC III), também conhecida como Lesão Intraepitelial de Alto Grau (HSIL) na terminologia citopatológica, representa uma condição pré-maligna grave do colo uterino. É caracterizada por alterações celulares que afetam mais de dois terços da espessura do epitélio cervical, com alto risco de progressão para carcinoma invasivo se não tratada. O rastreamento por colpocitologia (Papanicolau) é fundamental para a detecção precoce dessas lesões. Quando um Papanicolau revela NIC III/HSIL, a próxima etapa diagnóstica é a colposcopia. Este exame permite ao médico visualizar o colo uterino com um colposcópio, aplicando soluções como ácido acético e lugol para identificar áreas com alterações epiteliais suspeitas. A partir dessas áreas, são realizadas biópsias dirigidas, que são enviadas para análise histopatológica. A biópsia é crucial para confirmar o diagnóstico de NIC III e, mais importante, para descartar a presença de um câncer cervical invasivo, que exigiria um tratamento diferente. Após a confirmação histopatológica de NIC III, o tratamento geralmente envolve procedimentos excissionais, como a conização (excisão da zona de transformação) por alça diatérmica (CAF) ou a laser, ou a conização a frio. A histerectomia é uma opção para casos selecionados, como lesões recorrentes ou em mulheres com prole definida que não desejam mais gestar, mas não é a conduta inicial para o diagnóstico. A vigilância pós-tratamento é essencial para monitorar a recorrência da lesão.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre NIC I, NIC II e NIC III?

NIC I (lesão de baixo grau) envolve alterações celulares no terço inferior do epitélio. NIC II (lesão de alto grau) afeta os dois terços inferiores. NIC III (lesão de alto grau) compromete mais de dois terços ou toda a espessura do epitélio, com maior risco de progressão para câncer invasivo.

O que significa um resultado de HSIL no Papanicolau?

HSIL (High-grade Squamous Intraepithelial Lesion) é a terminologia citopatológica para lesão intraepitelial escamosa de alto grau, correspondendo histopatologicamente a NIC II ou NIC III. Indica alterações celulares significativas com potencial pré-maligno.

Qual a importância da colposcopia na investigação de lesões cervicais?

A colposcopia permite a visualização magnificada do colo uterino, identificando áreas com alterações suspeitas que não seriam visíveis a olho nu. É fundamental para guiar a biópsia e determinar a extensão da lesão, auxiliando no planejamento do tratamento.

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