NIC III em Jovens: Conduta e Preservação da Fertilidade

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025

Enunciado

Jovem de 18 anos, G=0, com sinusiorragia, procura UBS onde foi submetida à coleta de citologia oncótica e colposcopia que revelou lesão aceto-branca em lábio anterior do colo do útero. Foi submetida à biópsia com resultado anátomo-patológico de Lesão Intraepitelial de Alto Grau (NIC-III). Qual a alternativa correta nesta jovem, de acordo com as Diretrizes Brasileiras para Rastreamento de Câncer do Colo Uterino, 2016

Alternativas

  1. A) Histerectomia Total
  2. B) Histerectomia ampliada com esvaziamento linfonodal Ilíaco
  3. C) Seguimento semestral com citologia oncótica e colposcopia por 2 anos
  4. D) Conização do colo do útero (excisão da Zona de Transformação tipo 3)

Pérola Clínica

NIC III em jovem <25 anos → Seguimento semestral citologia/colposcopia por 2 anos (alta regressão, preservar fertilidade).

Resumo-Chave

Em mulheres jovens (<25 anos) com Lesão Intraepitelial de Alto Grau (NIC III), as diretrizes brasileiras recomendam conduta expectante com seguimento semestral por até 2 anos. Isso se deve à alta taxa de regressão espontânea da lesão e à importância de preservar a fertilidade.

Contexto Educacional

O manejo das Lesões Intraepiteliais de Alto Grau (NIC III ou HSIL) no colo do útero é um tópico crucial na ginecologia, com particularidades importantes em pacientes jovens. As Diretrizes Brasileiras para Rastreamento do Câncer do Colo Uterino de 2016 enfatizam uma abordagem diferenciada para mulheres com menos de 25 anos. Nessa faixa etária, a incidência de regressão espontânea das lesões de alto grau é significativamente maior, e a preocupação com a preservação da fertilidade é primordial. Por isso, a conduta recomendada é o seguimento expectante, que consiste em citologia oncótica e colposcopia a cada seis meses, por um período de até dois anos. Essa abordagem permite monitorar a evolução da lesão, intervindo apenas se houver persistência ou progressão. A intervenção excisional, como a conização do colo do útero, embora eficaz no tratamento da NIC III, pode ter implicações para futuras gestações, como risco aumentado de parto prematuro ou insuficiência istmocervical. Portanto, é reservada para casos em que a lesão não regride após o período de observação ou em situações de progressão da doença, sempre com uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios para a paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para NIC III em mulheres jovens, segundo as diretrizes brasileiras?

Para mulheres com menos de 25 anos com NIC III (HSIL), a conduta inicial recomendada é o seguimento semestral com citologia oncótica e colposcopia por até 2 anos, devido à alta taxa de regressão espontânea.

Por que a conduta é mais conservadora para NIC III em pacientes jovens?

A conduta é mais conservadora em jovens para preservar a fertilidade e devido à maior probabilidade de regressão espontânea da lesão, minimizando intervenções invasivas que podem ter impacto obstétrico futuro.

Quando a excisão da Zona de Transformação (conização) seria considerada em uma jovem com NIC III?

A excisão seria considerada se a lesão persistir por 2 anos de seguimento conservador, se houver progressão da doença ou se a paciente não aderir ao acompanhamento, após discussão dos riscos e benefícios.

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