CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2013
Qual a melhor conduta para o paciente da foto?
Lesão pigmentada pequena + Sem sinais de risco = Observação periódica.
Pequenas lesões pigmentadas oculares (nevus) sem sinais de atividade ou crescimento devem ser acompanhadas com exames de imagem, evitando tratamentos invasivos desnecessários.
O manejo de tumores intraoculares pigmentados exige uma diferenciação precisa entre nevus de coroide e melanoma uveal. Enquanto o melanoma requer tratamento imediato (braquiterapia ou enucleação), o nevus é uma lesão benigna comum. A estratégia 'observar e esperar' é fundamental para evitar a morbidade de tratamentos agressivos em lesões que podem permanecer estáveis por toda a vida. O intervalo de acompanhamento geralmente varia de 6 a 12 meses, dependendo das características iniciais da lesão.
A conduta expectante é indicada para lesões pequenas, geralmente com espessura menor que 2mm, sem fluido sub-retiniano, sem pigmento alaranjado (lipofuscina) e sem sintomas visuais. Essas características sugerem um nevus de coroide estável, que possui baixo risco de transformação maligna.
O acompanhamento é feito através de retinografia (para documentar o diâmetro basal), ultrassonografia ocular (para medir a espessura e avaliar a refletividade interna) e, em alguns casos, OCT para detectar fluido sub-retiniano subclínico.
Os sinais de alerta, frequentemente resumidos pelo mnemônico TFSOM-DIM, incluem: espessura > 2mm, fluido sub-retiniano, sintomas (flashes ou baixa visão), pigmento alaranjado, margem próxima ao disco óptico e ausência de drusas ou halos, que indicariam cronicidade e benignidade.
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