CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
Com relação ao nevo de conjuntiva é correto afirmar:
Nevo de conjuntiva → Presença de cistos internos é forte sinal de benignidade.
Nevo conjuntival é a lesão melanocítica mais comum da conjuntiva; a presença de cistos de inclusão epitelial ajuda a diferenciá-lo do melanoma.
O nevo de conjuntiva é uma lesão melanocítica benigna, geralmente solitária e localizada na conjuntiva bulbar, próxima ao limbo. Pode ser pigmentado (melanótico) ou não (amelanótico), sendo que os amelanóticos podem ser mais difíceis de diagnosticar clinicamente. A diferenciação entre nevo, PAM e melanoma é o pilar da oncologia ocular conjuntival. O uso da biomicroscopia é essencial para identificar os cistos de inclusão, que conferem segurança ao diagnóstico de nevo. O acompanhamento regular é a chave para a detecção precoce de qualquer mudança atípica.
Os cistos encontrados no interior dos nevos conjuntivais são cistos de inclusão epitelial. Eles se formam quando o epitélio da conjuntiva é 'aprisionado' durante o crescimento das células nêvicas. A presença desses espaços císticos, visíveis ao exame de lâmpada de fenda, é um marcador clínico clássico de benignidade, ocorrendo em cerca de 50% a 65% dos nevos conjuntivais, e é raramente observada em melanomas malignos da conjuntiva.
Embora a maioria seja benigna, sinais de alerta (red flags) incluem: localização no fórnice ou conjuntiva palpebral (nevos bulbares são mais comuns e seguros), crescimento rápido após a puberdade, aumento súbito da vascularização, fixação aos tecidos profundos (esclera) ou surgimento de novo em pacientes idosos. A Melanose Adquirida Primária (PAM) com atipia também é um diferencial importante que requer vigilância.
A conduta padrão é a observação periódica com documentação fotográfica para monitorar mudanças de cor, tamanho ou forma. A excisão cirúrgica é indicada apenas por razões estéticas, irritação crônica ou quando há suspeita clínica de transformação maligna para melanoma. É importante tranquilizar o paciente de que alterações de pigmentação durante a puberdade ou gravidez podem ocorrer sem significar malignidade.
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