HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
Paciente feminina, oito meses de idade, vai à consulta pediátrica com a mãe, com resultados de exames laboratoriais. Ao analisar, percebe-se que ela está com neutrófilos abaixo de 1.000/mm3 e linfócitos acima de 2.500/mm³. Sobre esse caso, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:( ) Pode-se afirmar que a paciente está com leucopenia por neutropenia e, com esse valor de neutrófilos abaixo de 1.000mm3 , a neutropenia é classificada como moderada. ( ) Dentre as principais causas de neutropenia adquirida com doença de base, estão as leucemias, infecções, síndrome metabólica e a deficiência de vitamina B12 ou de ácido fólico. ( ) A paciente está tanto com neutropenia quanto com linfocitopenia, pois, no primeiro ano de vida, é considerado linfocitopênico quando o número de linfócitos é entre 2.500/mm³ e 3000/mm³.
Neutropenia < 1000/mm³ em lactentes é moderada. Linfócitos > 2500/mm³ é normal, não linfocitopenia.
A classificação da neutropenia é crucial para o manejo. Em lactentes, neutropenia moderada é definida por contagens entre 500 e 1000/mm³. Os valores de referência para linfócitos são mais altos no primeiro ano de vida, e uma contagem acima de 2500/mm³ é geralmente fisiológica, não indicando linfocitopenia.
A interpretação correta do hemograma em pediatria é uma habilidade essencial para residentes, especialmente no que diz respeito às contagens de leucócitos. A neutropenia, definida como a redução do número absoluto de neutrófilos, é uma condição comum em crianças e pode variar de benigna a grave, com risco aumentado de infecções. A classificação da neutropenia (leve, moderada, grave) é baseada em valores de referência específicos para a idade, sendo crucial para o manejo clínico. As causas de neutropenia em crianças são diversas, incluindo infecções virais (a mais comum), infecções bacterianas, doenças autoimunes, deficiências nutricionais (como vitamina B12 e ácido fólico) e, menos frequentemente, doenças da medula óssea. A avaliação clínica detalhada, incluindo histórico de infecções, uso de medicamentos e exame físico, é fundamental para direcionar a investigação diagnóstica. A linfocitopenia, por sua vez, é a redução do número de linfócitos e também possui valores de referência específicos para a idade, sendo importante diferenciá-la de contagens fisiologicamente elevadas em lactentes. O manejo da neutropenia depende da sua gravidade e da causa subjacente. Em casos de neutropenia febril, a antibioticoterapia empírica de amplo espectro é frequentemente iniciada. Para residentes, é vital dominar a interpretação do hemograma pediátrico, reconhecer os padrões de neutropenia e linfocitopenia, e saber quando investigar causas secundárias ou encaminhar para um especialista em hematologia pediátrica.
A neutropenia em crianças é classificada como leve (1000-1500/mm³), moderada (500-1000/mm³) e grave (< 500/mm³). Essa classificação é fundamental para determinar o risco de infecções e a necessidade de intervenção.
As causas mais comuns de neutropenia adquirida incluem infecções virais (como EBV, CMV, HIV), infecções bacterianas graves, doenças autoimunes, deficiências nutricionais (B12, folato) e doenças da medula óssea, como leucemias.
Lactentes normalmente apresentam contagens de linfócitos mais elevadas que adultos. Valores acima de 2500/mm³ são frequentemente normais ou indicativos de linfocitose reacional, e a linfocitopenia é geralmente definida por contagens significativamente mais baixas, dependendo da idade.
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