UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Sobre terapia preemptiva antifúngica quando comparada com terapia empírica na neutropenia febril em pacientes onco-hematológicos, qual é a alternativa mais adequada?
Terapia preemptiva → ↓ exposição a antifúngicos com mesma sobrevida da empírica.
A estratégia preemptiva utiliza biomarcadores e imagem para guiar o tratamento, evitando o uso desnecessário de antifúngicos em pacientes sem infecção fúngica invasiva comprovada.
Na neutropenia febril, o risco de infecções fúngicas invasivas (IFI), especialmente por Aspergillus spp., é elevado. Historicamente, a terapia empírica era o padrão ouro. Contudo, com o advento de testes diagnósticos mais sensíveis como a Galactomanana sérica e a Tomografia de Alta Resolução, a estratégia preemptiva ganhou espaço. Estudos mostram que ela permite poupar muitos pacientes de tratamentos desnecessários sem aumentar a mortalidade, desde que haja uma estrutura laboratorial e radiológica eficiente para o acompanhamento.
É o início de um antifúngico sistêmico em pacientes neutropênicos que permanecem febris após 4 a 7 dias de antibioticoterapia de amplo espectro, mesmo sem um foco infeccioso fúngico identificado por exames.
Baseia-se na monitorização rigorosa com biomarcadores (como a Galactomanana) e exames de imagem (TC de tórax). O antifúngico só é iniciado se houver positividade nesses testes ou sinais clínicos específicos de infecção fúngica.
A principal vantagem é a redução significativa do uso de antifúngicos sistêmicos, o que diminui custos e toxicidade medicamentosa, sem comprometer a sobrevida global dos pacientes quando comparada à estratégia empírica.
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