SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
Quanto a neutropenia febril é incorreto afirmar:
Neutropenia febril → Monoterapia anti-Pseudomonas (Cefepime). Antifúngico apenas se febre persistente (4-7 dias).
O manejo inicial foca na cobertura de Gram-negativos (Pseudomonas). A terapia antifúngica não é inicial; reserva-se para febre persistente após falha antibiótica.
A neutropenia febril é uma emergência oncológica. A ausência de neutrófilos mascara os sinais inflamatórios clássicos de infecção, tornando a febre, por vezes, o único sinal de alerta. A flora bacteriana do próprio paciente (translocação intestinal) é a principal fonte. O tratamento deve ser iniciado em até 60 minutos (door-to-needle). A escolha do antibiótico deve cobrir Pseudomonas aeruginosa, sendo Cefepime, Piperacilina/Tazobactam ou Carbapenêmicos as opções de escolha. A terapia antifúngica empírica (ex: Caspofungina ou Anfotericina B) é adicionada apenas se o paciente permanecer febril após 4 a 7 dias de antibióticos de amplo espectro, sem foco definido.
Define-se febre como uma temperatura oral única ≥ 38,3°C ou ≥ 38,0°C mantida por mais de uma hora. A neutropenia é caracterizada por uma Contagem Absoluta de Neutrófilos (CAN) < 500/mm³ ou < 1.000/mm³ com previsão de queda para < 500/mm³ nas próximas 48 horas.
A vancomicina não é rotina. Indicações incluem instabilidade hemodinâmica, pneumonia confirmada radiologicamente, suspeita de infecção de cateter venoso central, infecção de pele/partes moles ou colonização prévia por MRSA.
Utiliza-se o escore MASCC. Pontuação ≥ 21 indica baixo risco, permitindo tratamento domiciliar com antibióticos orais (ex: Ciprofloxacino + Amoxicilina/Clavulanato) e monitoramento rigoroso. Pontuação < 21 exige internação e terapia venosa.
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