HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Mulher de 55 anos, em tratamento neoadjuvante para neoplasia de mama com doxorrubicina + ciclofosfamida, com programação de quatro ciclos a cada 21 dias. Após o primeiro ciclo teve vômitos entre o primeiro e terceiro dias após a aplicação dos quimioterápicos. Hoje encontra-se no 12º dia após a infusão da segunda dose. Procura pronto-atendimento relatando que, além dos vômitos nos primeiros três dias, hoje notou sensação de calafrio e mal-estar geral, relatando ter aferido temperatura = 38,5°C. Tomou uma dose de dipirona e veio ao serviço para avaliação. À entrada, mostrava-se afebril (T=36,8°C), com PA = 90/50mmHg, FC= 128bpm, FR=24ipm, SatO₂= 96% e sem queixas respiratórias ou urinárias, nem outras alterações ao exame físico. A melhor conduta a tomar neste momento, além de coletar um hemograma, é:
Neutropenia febril + instabilidade hemodinâmica → Emergência! Internar + ATB amplo espectro IV imediato após culturas.
Pacientes oncológicos em quimioterapia com febre e sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia) devem ser tratados como emergência médica. A neutropenia febril, mesmo com febre já controlada por antitérmico, exige internação e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, cobrindo Pseudomonas, após coleta de culturas.
A neutropenia febril é uma complicação grave e comum da quimioterapia mielossupressora, representando uma emergência oncológica com alta morbimortalidade. É definida pela presença de febre em um paciente com neutropenia, geralmente com contagem absoluta de neutrófilos (CAN) abaixo de 500 células/mm³. Sua importância clínica reside no risco de infecções fulminantes e sepse, que podem levar a choque e óbito se não tratadas prontamente. A fisiopatologia envolve a supressão da medula óssea pela quimioterapia, resultando em deficiência de neutrófilos, a primeira linha de defesa contra infecções bacterianas e fúngicas. O diagnóstico é clínico, baseado na febre e na história de quimioterapia recente, confirmado por hemograma. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente oncológico febril, especialmente aqueles com sinais de instabilidade hemodinâmica, como hipotensão e taquicardia, que indicam sepse grave. O tratamento é imediato e empírico, com antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro após a coleta de culturas, visando cobrir os patógenos mais comuns, incluindo Gram-negativos como Pseudomonas aeruginosa. A internação é mandatória para pacientes de alto risco ou com instabilidade hemodinâmica. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento, sendo crucial para a sobrevida do paciente.
A neutropenia febril é definida por uma única temperatura oral ≥ 38,3°C ou temperatura ≥ 38,0°C por uma hora, associada a uma contagem absoluta de neutrófilos (CAN) < 500 células/mm³ ou CAN < 1000 células/mm³ com previsão de queda para < 500 células/mm³ nas próximas 48 horas.
A conduta inicial é uma emergência médica, exigindo internação imediata, coleta de hemoculturas e outras culturas pertinentes, e início de antibioticoterapia empírica intravenosa de amplo espectro, cobrindo Gram-negativos (especialmente Pseudomonas aeruginosa), como cefepime ou piperacilina-tazobactam.
A neutropenia febril é uma emergência oncológica devido ao alto risco de infecções graves e sepse, que podem progredir rapidamente para choque séptico e óbito em pacientes imunocomprometidos pela quimioterapia. O atraso no tratamento aumenta significativamente a mortalidade.
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