Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2020
Paciente de 58 anos, com câncer de ovário em quimioterapia adjuvante, procura a emergência 7 (sete) dias após último ciclo com queixa de febre (38,3ºC). Ao exame físico, paciente com bom estado geral, hidratada, sem outras queixas. Qual seria sua conduta?
Neutropenia febril (febre + quimioterapia) → ATB empírico IV IMEDIATO, mesmo com bom estado geral.
Febre em paciente oncológico em quimioterapia é uma emergência médica até que se prove o contrário, devido ao risco de neutropenia febril e sepse. A conduta inicial é sempre coletar exames (hemograma, culturas) e iniciar antibióticos empíricos de amplo espectro por via venosa IMEDIATAMENTE, independentemente do estado geral do paciente.
A neutropenia febril é uma complicação grave e potencialmente fatal da quimioterapia, sendo considerada uma emergência oncológica. É definida pela presença de febre em um paciente com neutropenia (contagem absoluta de neutrófilos < 500 células/mm³ ou < 1000 células/mm³ com previsão de queda). A febre é frequentemente o único sinal de infecção em pacientes imunocomprometidos, e a ausência de sinais inflamatórios clássicos não exclui uma infecção grave. A rápida identificação e manejo são cruciais para prevenir a progressão para sepse e choque séptico. A conduta inicial para um paciente com suspeita de neutropenia febril na emergência deve ser imediata e agressiva. Isso inclui a coleta urgente de exames laboratoriais, como hemograma completo (para confirmar a neutropenia), culturas de sangue (de veia periférica e de cateter, se presente), urina e outros sítios suspeitos. O passo mais crítico é o início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro por via venosa, preferencialmente dentro da primeira hora da apresentação da febre, cobrindo Gram-negativos (incluindo Pseudomonas aeruginosa) e, dependendo do risco, Gram-positivos. A decisão sobre internação e o tipo de antibioticoterapia (venosa ou oral) é guiada pela estratificação de risco do paciente, utilizando ferramentas como o escore MASCC. Pacientes de alto risco (MASCC < 21, instabilidade hemodinâmica, comorbidades significativas, neutropenia profunda e prolongada) devem ser internados para antibioticoterapia venosa. Pacientes de baixo risco (MASCC ≥ 21, bom estado geral, sem comorbidades graves) podem ser considerados para tratamento ambulatorial com antibióticos orais após uma dose inicial venosa e observação, desde que haja acompanhamento rigoroso.
Neutropenia febril é definida como uma única temperatura oral ≥ 38,3°C ou temperatura ≥ 38,0°C por mais de uma hora, associada a uma contagem absoluta de neutrófilos (CAN) < 500 células/mm³ ou < 1000 células/mm³ com previsão de queda para < 500. É uma emergência devido ao alto risco de infecções graves e sepse com rápida progressão.
A conduta inicial inclui coleta urgente de hemograma completo, culturas (sangue, urina, sítios suspeitos) e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro por via venosa, cobrindo Gram-negativos (especialmente Pseudomonas aeruginosa).
Pacientes de baixo risco, avaliados por escalas como o escore MASCC (Multinational Association for Supportive Care in Cancer), que não apresentam comorbidades significativas, instabilidade hemodinâmica ou foco infeccioso evidente, podem ser considerados para tratamento ambulatorial com antibióticos orais após uma dose inicial venosa.
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