INGOH - Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (GO) — Prova 2015
No tratamento de uma criança com neutropenia febril, o esquema antibiótico inicial empírico mais indicado é:
Neutropenia febril pediátrica grave → Ceftazidima + Amicacina (cobertura Pseudomonas).
O tratamento empírico da neutropenia febril em crianças deve ter ampla cobertura, incluindo Gram-negativos como Pseudomonas aeruginosa, que são patógenos comuns e agressivos. A combinação de uma cefalosporina de terceira geração com atividade antipseudomonas (Ceftazidima) e um aminoglicosídeo (Amicacina) é uma escolha robusta para o início do tratamento, especialmente em casos de maior risco.
A neutropenia febril é uma emergência médica comum em pacientes pediátricos oncológicos ou imunocomprometidos, exigindo reconhecimento rápido e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro. A febre, muitas vezes o único sinal de infecção grave, pode progredir rapidamente para sepse e choque séptico devido à incapacidade do sistema imune de conter a proliferação bacteriana. O objetivo principal do tratamento empírico é cobrir os patógenos mais prováveis, incluindo bactérias Gram-positivas e, crucialmente, Gram-negativas como Pseudomonas aeruginosa, que é uma das principais causas de mortalidade nessa população. A combinação de uma cefalosporina de terceira ou quarta geração com atividade antipseudomonas (como ceftazidima ou cefepime) e um aminoglicosídeo (como amicacina ou gentamicina) é frequentemente utilizada, especialmente em pacientes de alto risco ou com instabilidade hemodinâmica. A escolha do esquema antibiótico deve considerar o perfil epidemiológico local, a história de colonização do paciente e a presença de fatores de risco para infecções específicas. A reavaliação diária do paciente e a adequação da antibioticoterapia com base em culturas e sensibilidade são passos essenciais para otimizar o tratamento e melhorar o prognóstico, sendo um conhecimento fundamental para o residente que atua em pediatria ou oncologia.
Neutropenia febril é definida pela presença de febre (temperatura oral ≥ 38,3°C ou ≥ 38,0°C por mais de 1 hora) em um paciente com neutropenia (contagem absoluta de neutrófilos < 500 células/mm³ ou < 1000 células/mm³ com previsão de queda para < 500 células/mm³ nas próximas 48 horas).
Pseudomonas aeruginosa é um patógeno Gram-negativo comum em pacientes neutropênicos, especialmente aqueles com mucosite ou cateteres, e pode causar infecções rapidamente progressivas e fatais. A cobertura empírica é vital devido à alta morbimortalidade associada.
Outras opções incluem cefepime (monoterapia), piperacilina-tazobactam, meropenem ou imipenem. A adição de vancomicina pode ser considerada em casos de suspeita de infecção por Gram-positivos resistentes, como S. aureus resistente à meticilina (MRSA), ou em pacientes com instabilidade hemodinâmica.
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