Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2020
Quando o quadro febril se arrasta, tanto nas crianças com neutropenia como nas portadoras de cateteres, deve-se considerar a infecção por qual agente?
Febre arrastada em neutropênicos/cateterizados → Alta suspeita de infecção fúngica (Candida).
Em pacientes imunocomprometidos, especialmente crianças com neutropenia ou cateteres de longa permanência, a febre persistente apesar da antibioticoterapia de amplo espectro deve levantar a suspeita de infecção fúngica invasiva, sendo a Candida o agente mais comum.
A neutropenia febril é uma emergência oncológica comum em crianças submetidas a quimioterapia, caracterizada por febre na presença de neutropenia. A principal preocupação é a rápida progressão para sepse e choque. Embora as bactérias Gram-negativas e Gram-positivas sejam os patógenos iniciais mais comuns, infecções fúngicas invasivas (IFI) tornam-se uma preocupação crescente em casos de febre persistente. A presença de cateteres venosos centrais é um fator de risco significativo para IFI, pois servem como porta de entrada para microrganismos, incluindo fungos como a Candida. A Candida spp. é o fungo mais frequentemente isolado em infecções relacionadas a cateter e em fungemias em pacientes neutropênicos. A suspeita de IFI deve ser alta em pacientes com neutropenia prolongada e febre que não responde à antibioticoterapia de amplo espectro. O tratamento empírico com antifúngicos sistêmicos, como equinocandinas ou anfotericina B, é frequentemente iniciado nesses cenários para melhorar os desfechos, enquanto se aguardam os resultados de culturas e exames de imagem.
Fatores de risco incluem neutropenia prolongada, uso de cateter venoso central, uso prévio de antibióticos de amplo espectro, transplante de medula óssea, imunossupressão e mucosite grave.
O tratamento antifúngico empírico deve ser considerado se a febre persistir por 4-7 dias apesar da antibioticoterapia de amplo espectro, especialmente em pacientes de alto risco para infecção fúngica invasiva.
Candida spp. (especialmente C. albicans) e Aspergillus spp. são os patógenos fúngicos mais comuns em pacientes com neutropenia febril, sendo a Candida frequentemente associada a cateteres.
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