UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
Paciente de 51 anos, mulher, com diagnóstico de câncer de mama, encontra-se em quimioterapia adjuvante. Procurou o pronto-socorro 10 dias após sua quimioterapia, relatando febre de 39ºC há 3 dias associada à tosse seca. Nega outras queixas associadas. Nega tabagismo e nega etilismo. Ao exame encontrava-se em bom estado geral; descorada +/4+; PA 120 x 80 mmHg; lúcida e orientada em tempo e espaço; hidratada; febril ao toque e eupneica em ar ambiente. Rx de tórax PA normal. Exame de urina 1 normal. Hemograma com Hb 10 g/dl; leucócitos 1.000 / µL (neutrófilos 400/ µL) e plaquetas de 100.000/mm3. Qual alternativa melhor descreve o caso acima de neutropenia febril e qual a melhor conduta?
Neutropenia febril: MASCC ≥ 21 (baixo risco) → ATB oral ambulatorial (Ciprofloxacino + Amoxicilina/Clavulanato).
A neutropenia febril é uma emergência oncológica. A estratificação de risco pela escala MASCC é crucial para definir a conduta. Pacientes com MASCC ≥ 21 são considerados de baixo risco, podendo ser tratados ambulatorialmente com antibióticos orais, desde que preencham outros critérios de segurança.
A neutropenia febril é uma complicação grave e comum em pacientes submetidos à quimioterapia, representando uma emergência oncológica. É definida pela presença de febre em um paciente com neutropenia, que é a redução da contagem de neutrófilos no sangue. A incidência varia conforme o regime quimioterápico, mas pode atingir até 50% em alguns esquemas, com mortalidade significativa se não tratada adequadamente. O reconhecimento e manejo rápidos são cruciais para prevenir sepse e óbito. A estratificação de risco é o primeiro passo essencial no manejo da neutropenia febril. A escala MASCC (Multinational Association for Supportive Care in Cancer) é amplamente utilizada para identificar pacientes de baixo risco de complicações graves. Fatores como ausência de comorbidades significativas, bom estado geral, ausência de hipotensão e ausência de desidratação contribuem para uma pontuação alta (≥ 21), indicando baixo risco. Pacientes de alto risco (MASCC < 21) ou com instabilidade clínica devem ser internados e receber antibióticos endovenosos de amplo espectro. Para pacientes de baixo risco, selecionados após avaliação rigorosa e que preencham critérios adicionais de segurança (como acesso fácil ao hospital, bom suporte social), o tratamento ambulatorial com antibióticos orais é uma opção segura e eficaz. A combinação de uma fluoroquinolona (ex: Ciprofloxacino) com um beta-lactâmico/inibidor de beta-lactamase (ex: Amoxicilina/Clavulanato) é uma escolha comum, visando cobrir tanto bactérias Gram-negativas quanto Gram-positivas. O acompanhamento rigoroso é fundamental, com reavaliação em 24-48 horas.
Neutropenia febril é definida como uma única temperatura oral ≥ 38,3°C ou temperatura ≥ 38,0°C por mais de uma hora, associada a uma contagem de neutrófilos < 500/µL ou < 1000/µL com previsão de queda para < 500/µL nas próximas 48 horas.
A escala MASCC (Multinational Association for Supportive Care in Cancer) é uma ferramenta validada para estratificar o risco de complicações graves em pacientes com neutropenia febril. Uma pontuação ≥ 21 indica baixo risco, permitindo tratamento ambulatorial em pacientes selecionados.
Para pacientes de baixo risco, o tratamento ambulatorial geralmente inclui uma fluoroquinolona (como Ciprofloxacino ou Levofloxacino) combinada com um beta-lactâmico/inibidor de beta-lactamase (como Amoxicilina/Clavulanato) para cobertura de germes gram-positivos.
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